quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Melhores Músicas Internacionais de 2013

#01 - The Stars (Are Out Tonight) - David Bowie




#02 - Get Lucky - Daft Punk




#03 - Do I Wanna Know? - Arctic Monkeys




#04 - Reflektor - Arcade Fire




#05 - Jubille Street - Nick Cave & The Bad Seeds 



Melhores Músicas Nacionais de 2013

#01 - Crisântemo - Emicida




#02 - Pra Gente Se Desprender - Jeneci





#03 - A Nuvem - Garotas Suecas




#04 - New Country - Garotas Suecas




#05 - Porcelana - Nevilton



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Melhores Discos Internacionais de 2013

#01 - ...Like Clockwork - Queens Of The Stone Age




Top 3

I Sat By The Ocean 
If I Had A Tail
I Appear Missing


#02 - Randon Access Memory - Daft Punk 




Top 3

Get Lucky
Lose Yourself To Dance
Give Life Back To Music


#03 - Next Day - David Bowie




Top 3

Star (Are Out Tonight)
Valentine's Day
Love Is Lost


#04 - AM - Arctic Monkeys




Top 3 

Do I Wanna Know
R U Mine
I Wanna Be Yours


#05 - Reflektor - Arcade Fire




Top 3

Reflektor
Normal Person
Afterlife


#06 - Wakin On A Pretty Daze - Kurt Vile




Top 3 

Wakin On A Pretty Day

KV Crimes
Was All Talk


#07 - MBV - My Bloody Valentine




Top 3 

She Found Now
If I Am
In Another Way


#08 - Shangri La - Jake Bugg




Top 3 

Kitchen Table
What Doesn't Kill You
Slumville Sunrise


#09 - New - Paul McCartney




Top 3

Queenie Eye
New
Save Us


#10 - Right Thoughts, Right Words, Right Action - Franz Ferdinand




Top 3

Right Action

Evil Eye
Love Ilumination

Melhores Discos Nacionais de 2013

#01 - O Glorioso Retorno De Quem Nunca Esteve Aqui - Emicida




Top 3

Crisântemo
Hoje Cedo
Sol De Giz De Cera


#02 - De Graça - Jeneci




Top 3

Pra Gente Se Desprender

A Vida É Bélica
Alento


#03 - Antes Que Tu Conte Outra - Apanhador Só




Top 3

Despirocar

Rota
Minha Casa Tá Pegando Fogo


#04 - Feras Míticas - Garotas Suecas




Top 3

A Nuvem
New Country
Charles Chacal


#05 - Passo Elétrico - Passo Torto




Top 3 

Helena
Passarinho Esquisito 
Isaurinha


#06 - Sacode - Nevilton





Top 3

Porcelana

Noite Alta
Sacode


#07 - Muito Mais Que O Amor - Vanguart





Top 3

Demorou Pra Ser

Estive
Eu Sei Onde Você Está


#08 -  You Wouldn't Anyway - Loomer



Top 3 

Mammoth Butterfly

Road To Japan
Slow Dream



#09 - Serviço - Castello Branco




Top 3

As Minhas Mães

Crer-Sendo
Necessidade


#10 - Estado De Nuvem - Bruno Souto



Top 3 

Por quê

Dance
Estado De Nuvem

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Planeta Terra 2013 - impressões e alguns links

Planeta Terra 2013
Foto: Liliane Callegari

Fui ao Planeta Terra 2013 com um pensamento muito bem definido: ver Travis e Blur, o que viesse a mais era conseqüência. Dito isso, segue abaixo uma série de breves comentários sobre o que vi no festival e alguns links legais no final.


Palco Smirnoff: Clarice Falcão, Palma Violets e Beck
Palco Terra: BNegão e os Seletores de Frequência, Travis, Lana Del Rey e Blur

Clarice Falcão: Cheguei no fim do show. Deu tempo de ver a participação do Gregório Duvivier (namorado e parceiro de Porta dos Fundos da moça) para reproduzir o vídeo “Essa é Pra Você”, publicado no canal do youtube que os deixou famosos. Em meio a tanta fofice, o que dá pra dizer é que Clarice Falcão é uma gracinha, mas a música... é, não dá. 

Clarice Falcão
Foto: Liliane Callegari

BNegão e os Seletores de Frequência: Sem o mesmo apelo popular da cantora do Porta dos Fundos, BNegão pegou o público ainda se ajeitando no festival, ainda assim fez um show bem competente, só não vi final porque fui conferir o outro palco.

B Negão
Foto: Liliane Callegari
   

Palma Violets: Devo ter ouvido umas duas vezes o disco dos caras, o som é até simpático. No palco foi aquele esquema, baterista e (principalmente) baixista empolgados, vocalista blasé e tecladista parecendo respirar com ajuda de aparelhos. Funcionou bem por algum tempo, depois cansou.

Palma Violets
Foto: Liliane Callegari



Travis: Costumo dizer que se o mundo fosse justo, o Travis teria muito mais fãs e muito mais sucesso que o Coldplay. Mas se assim fosse, talvez não teríamos a oportunidade de ver esse belo show dos escoceses. As músicas do (bom) disco de 2013 (Where You Stand) fluíram bem, “Sing”, “Side”, “Re-Offender” e “Flowers In The Window” também fizeram bonito, mas era nos hits do clássico “The Man Who” que tudo acontecia. “Driftwood”, “Writing To Reach You”, “Turn” e o momento sempre incrível de todo mundo pulando em “Why Does It Always Rain On Me”.

Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Lana Del Rey: A histeria era gigante, se pegassem todas as coroas de flores das cabeças dos fãs dava pra montar uma floricultura enorme. Vi as quatros primeiras músicas, tudo muito arrastado e... bem... fake. O maior legado de Lana Del Rey para o Planeta Terra (me refiro ao festival, claro) foi embelezar ainda mais o evento, público incluso.


Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Beck: Aqui temos um problema. Conheço pouquíssimo da carreira do cara. O show começou muito bem, com “Devil Haircut”, “Novacane”, “One Foot In The Grave” e “Loser”, mas na parte “eletrônica” com o cover de “Tainted Love” e “Modern Guilt” a brochada veio forte. Depois disso, muito por falta de conhecimento do trabalho do cantor, não me pegou mais. Uma parte me chamou atenção, que depois soube que eram as musicas “The Golden Age” e “Lost Cause”, mas nesse momento eu já me dirigia para o palco principal. Muitos amigos falaram maravilhas do show, ou seja, preciso ouvir essa discografia logo.
    


Foto: Mauro Pimentel/Terra

Blur: Quais as chances de não ser bom um show que começa com “Girls And Boys”, “There’s No Other Way” e “Beetlebum”? tudo intenso, vibrante! Albarn pulava feito louco. O show do Blur parece ser milimetricamente dividido em blocos, depois da trinca inicial matadora começou a parte mais densa e experimental, com “Out Of Time”, “Trimm Trabb” e “Caramel”, aqui cabe um adendo, não que seja novidade, mas Grahan Coxon é um dos maiores anti-guitar heros da historia. Em seguida veio um bloco para colocar todo mundo pra cantar: “Coffee And TV”, “Tender” e “To The End”. “Tender” responsável por um dos grandes momentos do festival, um coro que ainda vai ficar na cabeça por muitos dias. Então, para sair do bloco mais contemplativo, “Country House” e “Parklife” (com Phil Daniels) botaram fogo de novo na apresentação, e para encerrar o set normal “End Of A Century” e “This Is a Low” em mais um momento denso e bonito. No bis: “Under The Westway”, “For Tomorrow” (com bolas coloridas no meio da galera), a sublime “The Universal”, com o refrão berrado enquanto as pessoas se abraçavam e pulavam juntas, e ainda, o final arrasador com “Song 2”, meu corpo dói até agora por conta da roda de pogo.   

Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Mais sobre o Planeta Terra 2013:

Balanção no Scream & Yell : 

Floga-se sobre a estrutura do festival e outras coisas: 

Cobertura gonzo do Fora do Beiço:

Fotos incríveis que a Lili fez no festival:
http://www.flickr.com/photos/lilianecallegari/sets/72157637525088596/

As 20 melhores músicas do Blur, no Pergunte Ao Pop:
http://pergunteaopop.blogspot.com.br/2013/11/especial-as-20-melhores-musicas-do-blur.html

Uma amostra de como era o clima depois do fim do festival:
http://www.youtube.com/watch?v=z94TT-g-keI

sábado, 21 de setembro de 2013

As Melhores Músicas de Bruce Springsteen



Dias atrás foi publicada no ótimo Pergunte ao Pop, uma lista das 20 melhores músicas do Bruce Springsteen. Participei da votação com um monte de gente boa. O resultado você pode ver clicando AQUI.

Aproveitando que logo mais, a noite, poderemos acompanhar o show do Boss (mais conhecido como o melhor show do Rock In Rio 2013, mesmo antes de acontecer), posto por aqui minha lista das melhores faixas do chefão. Pode ser que mês que vem essa lista mude, e também no mês seguinte e assim por diante. Mas ok, listas são listas.      


01 - Born To Run

Apontar apenas 5 músicas como "as melhores" do Bruce Springsteen já é uma tarefa muito árdua, entre essas 5 escolher a melhor então... Dificuldades devidamente colocadas, como forma de critério imaginei: se por algum motivo eu, sei lá, perdesse a memória e apagasse da mente toda a carreira do Boss, qual música eu gostaria que fosse a primeira apresentada para mim? Born To Run foi a escolhida, mas aí me questionei: "nem sempre a mais emblemática é a melhor". Fui então ouvir mais um pouco. Não teve jeito, a ideia inicial prevaleceu. Do andamento vibrante, passando pelo espírito estradeiro, quebras de ritmo, letra, o pseudo encerramento até o coro no final, estamos definitivamente diante de um clássico mór do chefe, e por que não DO clássico mór.





02 - Born In The U.S.A.






03 - Atlantic City




04 - Dancing In The Dark





05 - Mary Queen Of Arkansas




06 - Darkness On The Edge Of Town



07 - Cover Me



08 - Adam Raised A Cain



09 - Bobby Jean



10 - Jungleland




Um bom show para todos!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Titãs em Araçatuba – O peso da experiência


Em 2013 o Titãs completa 31 anos de história. Período suficiente para cravar o nome no imaginário do rock nacional dos anos 80, seguir tocando na década seguinte, perder metade de seus integrantes fundadores e viver inúmeros encontros e desencontros com os fãs. Com esse rico histórico nas costas, Paulo Miklos, Branco Mello, Tony Belloto e Sergio Britto desembarcaram em Araçatuba no último sábado, na mesma casa de shows em que os Paralamas do Sucesso se apresentaram há exatamente um ano e uma semana atrás.  

Leia sobre o show dos Paralamas aqui.

A noite começou com uma ponta de frustração. A área vip, sim, a tão discutida área vip (ou seja lá qual nome tenham dado pra essa aberração) estava lá. Um espaço com mesas localizado logo a frente do palco. No show de um ano atrás isso já existia, mas dessa vez ocupava inacreditavelmente metade do salão. Isso sem falar que já havia um lugar diferenciado da pista, um mezanino em volta de quase todo o espaço, onde, se houvesse bom senso, deveria ser o único lugar alem da pista comum.

Enquanto isso, no palco acontecia algum oba-oba dos patrocinadores do show, algo meio difícil de entender, um garoto de uns 7 anos tocava bateria acompanhando um adulto no baixo (!!!). Durou apenas alguns minutos. Até que um pouco mais tarde subiu ao palco a banda de abertura, pelo nome do grupo local já dava para prever tudo, Diretoria Pop. Versões insossas de sucessos do pop rock nacional anos 80 e 90. Não chegou a ferir os ouvidos, mas tudo tinha aquela cara de “já vi mil vezes e muito melhor”. Diferente do ótimo e também local, RockNatu, que abriu para os Paralamas.

Área vip bombando #sqn


O saldo da noite até então era desanimador. Tudo apontava para o pensamento de: “O que que eu to fazendo aqui?”. Mas o principal ainda estava por vir, então, tudo era relevável. Com aproximadamente meia hora de atraso, os Titãs remanescentes mais o baterista Mario Fabre apareceram no palco. Havia certa apreensão sobre como seria o repertório, uma duvida de como ele poderia ser dividido entre o excelente período clássico da banda e a fraca safra mais recente. Possivelmente a primeira música diria muito sobre como seria a noite. E disse.

Sem falar nada a banda começou com a bateria introduzindo “Lugar Nenhum” em versão arrasadora. Esqueça arranjos de cordas, banjos e bandolins. No palco a banda adotou o formato cru, simples e direto. Fabre na bateria, Paulo Miklos e Tony Belloto nas guitarras (e apenas guitarras, nenhuma música com violão), Branco Mello no baixo e Sergio Britto no teclado e por vezes no baixo.

O setlist seguiu com a ótima versão de “Aluga-se” (do irregular disco “As Dez Mais”), “Diversão”, “Sonífera Ilha”, tudo rápido, urgente, como uma banda iniciante, mas com aquela segurança que três décadas de carreira trazem com facilidade.

Os hits vinham aos montes: “Homem Primata”, “Flores”, “O Pulso”, “Comida”. Da leva mais recente (leia-se: dos últimos 12 anos), veio “A Melhor Banda De Todos Os Tempos Da Ultima Semana”, que se não é grande coisa ao menos não compromete ao vivo, e “Epitáfio”, que quando pareceu que ia dar uma amolecida no show, o refrão veio pesado, áspero, contrastando (ou talvez até fazendo mais sentido) com a melodia melancólica.

Foto: Patrícia Guerra

No palco, os três vocalistas mostravam estilos distintos, mas harmoniosos entre si: Miklos era o mais roqueiro, com movimentos marcantes; Branco se portava com muita elegância, mesmo quando cantava aos berros parecia não se abalar; Já Sergio Britto era o mais elétrico, não parava no palco, interagia com o público e só se mostrava um pouco inseguro quando empunhava o baixo.

Antes de “Vossa Excelência”, Paulo Miklos, falou rapidamente sobre o caso da discussão entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, em que o primeiro acusa o segundo se fazer “chicana”. O vocalista terminou o relato com um sonoro “Vai tomar no cu”, o que introduziu a música aqui parecendo mais raivosa do que de costume.

“Estamos voltando a tocar essa depois de muito tempo, vamos ver como sai”, disse ainda Miklos, antes de começar “Domingo”. Uma das mais comemoradas pelos fãs de longa data foi “Desordem”, em versão alternando tensão e explosão. Outra versão a se destacar foi a feita para “Go Back”, comumente transformada em balada melosa por aí, no show surgiu como um reggae/dub que crescia entre dissonâncias no refrão.

Foto: Patrícia Guerra

“Polícia” foi tão rápida e tão pesada que faria inveja a regravação do Sepultura. Ainda em meio a “sujeira”, o show teve “Bichos Escrotos”, “AAUU” e “Cabeça Dinossauro”. Terminado o set normal, o bis começou com “Família”, única música da noite sem peso nas guitarras, e “Marvin”, uma das mais cantadas da apresentação.

Depois de deixarem o palco, a espera belo bis derradeiro vinha acompanhada da dúvida. O que viria? Algum hit arrasador? Algum som mais obscuro para os fãs? Paulo Miklos disse: “vamos tocar a saideira agora”. E veio o cover de “É Preciso Saber Viver”, e com ele uma grande brochada. Como poderia um show tão poderoso, terminar com uma balada? Mas felizmente a decepção não durou muito, logo no primeiro refrão Miklos já berrava de forma insandecida e as guitarras repetiam o vigor mostrado ao longo do show. No fim, o coro do público e um break emocionante antecederam o refrão final.

Com 31 anos, a primeira coisa a se pensar é em uma crise de meia idade, uma necessidade de saber qual caminho está seguindo, mas essa lógica para bandas é diferente, ainda mais para os Titãs. Coloque na balança a euforia da juventude, a ponderação - ou porque não, a caretice - da idade adulta, e encontre o equilíbrio necessário para voltar, com segurança, ao formato de apresentação mais simples possível, agradar novos e velhos fãs e flutuar com segurança entre as bandas mais importantes do rock brasileiro. Em 2014 os Titãs devem lançar disco novo, se as apresentações ao vivo forem o parâmetro, certamente teremos a banda no auge da maturidade que apenas grandes nomes conseguem alcançar. 



Setlist (a ordem não é exatamente essa, mas algo próximo disso)

01 - Lugar Nenhum
02 - Aluga-se
03 - Diversão
04 - Sonífera Ilha
05 - Homem Primata
06 - A Melhor Banda De Todos Os Tempos Da Ultima Semana
07 - Epitáfio
08 - Go Back
09 - Flores
10 - O Pulso
11 - Pra Dizer Adeus
12 - Comida
13 - Desordem
14 - Domingo
15 - Vossa Excelência
16 - Televisão
17 - AAUU
18 - Policia
19 - Bichos Escrotos
20 - Cabeça Dinossauro

Bis1:

21 - Família
22 - Marvin

Bis2:

23 - É Preciso Saber Viver