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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Agenda Musical - Virada Cultural em Araçatuba

Para compensar o post apressado e resumido da semana passada, vai agora um caprichado. Agenda Especial com a Virada Cultural Paulista em Araçatuba. Todas as informações, comentários (ou cornetadas, entenda como quiser), links e uma playlist pra você ir se aquecendo para o fim de semana. Todos os shows serão na praça Getúlio Vargas, como no ano passado.

31/05 

19h - DJ Cláudio Costa


O DJ de black music vai abrir a parte musical da Virada este ano. O set, com charm, R&B, soul e funk combina perfeitamente com o clima da festa, o problema é que fatalmente (ou propositalmente) vai servir apenas como aquecimento para os que resolverem chegar cedo na praça. No domingo, DJ Cláudio Costa volta a se apresentar as 15h. 


19h30 - Talita Rustichelli e Banda Balaio de Vó


Quem acompanha esse blog já sabe muito bem quem é a Talita e que seus show valem a pena. Só de imaginar a alegria dela de apresentar seu repertório próprio (além de uns covers expertos) na Virada Cultural já não tenho dúvidas que vai ser foda. 


21h - Lurdez da Luz


Lurdez da Luz sobe no palco já no "horário nobre" da Virada, a Mc faz uma mistura de rap, com elementos eletrônicos, pegada latina e mais um monte de coisas. Tem carisma e potencial pra segurar a audiência, mesmo fazendo um som que, acredito, que o público do evento não está muito familiarizado.


22h30 - Copacabana Club



O Copacabana Club surgiu em 2007 com status de promessa. O single "Just Do It" chegou a tocar bastante e a banda circulou por diversos festivais brasileiros e gringos. Em 2010 lançou o primeiro disco, "Tropical Splash", mas a impressão que ficou é que a banda nunca saiu da posição de promessa, tanto em crítica quanto em público. De toda forma, o som, um indie rock dançante (e insosso), deve agradar o público, que a essa altura já deve estar em processo acelerado de embebedamento.


0h - Criolo


Criolo talvez seja a atração mais esperada da Virada Cultural em Araçatuba. O rapper/cantor/compositor ganhou o país com seu segundo disco, "Nó Na Orelha", de 2011. Depois disso vem administrando o sucesso com outros poucos lançamentos, como o dvd em parceria com o Emicida (lançado ano passado) e duas músicas inéditas esse ano: "Duas de Cinco" e "Cóccix-ência". Vi um show dele em 2011, no Planeta Terra Festival, em São Paulo (última edição no Playcenter. saudades) e foi incrível, no auge do sucesso, com uma banda afiadíssima e público cantando tudo. Depois disso acabei me afastando um pouco do trabalho do cantor, não sei se por ter escutado muito ou por uma certa birra que peguei do messianismo forçado dele. No palco, porém, a coisa tende a ser boa. Se ao menos chegar perto da apresentação de 2011 e não tiver muito discurso abstrato ("Alguém nos ajude, Lázaro"), já vai valer a pena. 


01/06 (sim, porque enquanto eu não dormir não é outro dia) 

15h30 - Daúde


Olha, devo dizer que, tirando aquela versão de "Pata Pata", não conheço quase nada da Daúde. Dando um google rápido vi que ela tem quatro discos lançados entre 1995 e 2003, e agora, 11 anos depois, lança "Código Daúde", disco base para o seu show atual, tem até uma regravação de "O Vento", do Los Hermanos (na playlist). É bem possível que eu esteja terminando de me recuperar da ressaca nesse horário, mas se rolar, bateu uma curiosidade.


17h - Curumin


Curumin, tá aí um show que eu to louco pra ver e ninguém tá dando moral. O paulistano é baterista de ofício (tocou e toca com meio mundo) mas em seus discos solo ele toca de tudo e canta. O show é focado em seu trabalho mais recente, o ótimo "Arrocha", de 2012. Não se deixe enganar pelo nome do disco, a mistura sonora é bem ampla: soul, funk, reggae e muitas outras coisas. Promete ser um dos grandes shows da Virada em Araçatuba.


18h30 - Asian Dub Fundation


No últimos anos vinha se cumprindo uma tradição na Virada Cultural em Araçatuba, o show de encerramento ser sempre um show mais família, foi assim ano passado com Almir Sater, antes disso Fafá de Belém, Moraes Moreira... Eis que, entrando de voadora nessa tradição, aparece o Asian Dub Fundation, banda inglesa com integrantes de origem asiática. O som é explosivo, mistura rock, reggae, dub, punk, rap, músicas folclóricas e letras engajadas. Estou bem curioso sobre como o público vai receber a banda, acredito que não vai ter meio termo, ou vão simplesmente virar as costas e ir embora ou vão entrar no clima, fazer roda de pogo e tudo o mais. Veremos...

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Agora uma playlist esperta com duas músicas de cada artista que toca na Virada Cultural em Araçatuba. Vai se aquecendo...



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Melhores de 2011 - Discos Nacionais

No início da semana, o Scream & Yell divulgou a lista (diga-se de passagem, a mais completa e interessante do Brasil) com a votação dos melhores de 2011. Participei pela segunda vez. Os votantes indicaram 5 nomes em cada categoria, mas aqui no blog me estendo um pouco e coloco meu ranking completo, com 10 discos nacionais, 10 internacionais, 10 músicas nacionais e 10 internacionais. Começamos com os discos nacionais, clique no nome do álbum para fazer o download ou ouvir online.
























Top 3

Silêncio
A Verdade
Mais Difícil























Top 3 

Quando O Mar Não Vem
Vesânia II (Delírio Mútuo)
Do Medo Ao Medo























Top 3

Frágil
Tão Alto E Fora Do Lugar
Domingo E As Plantas

























Top 3

Rumo De Tudo
Forasteiros
Medo De Dar Certo



#05 - Canções De Apartamento - Cícero


Top 3

Tempos De Pipa
João E O Pé De Feijão
Açúcar Ou Adoçante?


#06 - Doozicabraba E A Revolução Silenciosa - Emicida
























Top 3 


Num É Só Ver
Cacariacô
Licença Aqui


#07 - De Verdade - Nevilton




















Top 3


Pressuposto
Tempos De Maracujá
Delicadeza


#07 - Nó Na Orelha - Criolo






















Top 3


Não Existe Amor Em SP
Grajauex
Bogotá


#09 - Boa Parte De Mim Vai Embora - Vanguart






















Top 3


Se Tiver Que Ser Na Bala, Vai
Das Lágrimas
Depressa


#10 - Peixe Homem - Madame Saatan
























Top 3


Respira
Fúria
Até O Fim

domingo, 6 de novembro de 2011

Resumão Planeta Terra 2011

Foto: Reinaldo Marques/Terra


Criolo: contradições a parte, musicalmente foda e com o público na mão
Obs: após o show, a tietagem em cima do cara era absurda.

Nação Zumbi: o bom show de sempre. Banda empolgada e e repertório certeiro.
Obs: Lúcio Maia ensandecido.

White Lies: competente, mas frio.
Obs: vocalista feliz com a recepção do público foi bonito.

Broken Social Scene: Peguei no final, que foi bem bom.
Obs: não conheço quase nada da banda.

Interpol: frio, e só.
Obs: Paul Banks de barba estava parecendo o ator que fez o Thor no cinema, antes do anabolizante.

Goldfrapp: vi o final, me pareceu bem empolgante.
Obs: outra banda que não conheço quase nada.

Beady Eye: peguei algumas músicas só, nas animadas a coisa ia, nas lentas morria.
Obs: Bring The Light foi foda!

Bombay Bicycle Club: o show incrível que quase ninguém viu.
Obs: que banda boa de palco, todas as músicas ficam empolgantes.
Obs2: estou perdidamente apaixonado pela Lucy Rose.

Strokes: peguei na quarta música. Contrariando expectativas o show foi foda.
Obs: Julian bebaço e Fabrizzio exercitando a canastrice soltando um "I love you".

Groove Armada: hein????
Obs: zzzzzzzzzzzzz

 
Depois posto um texto mais elaborado sobre o Planeta Terra e sobre o show do Pearl Jam, acho.






segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Destaques do primeiro semestre de 2011 (Discos Nacionais)


Estamos avançando pelo segundo semestre. As tradicionais listas de melhores discos do ano ainda estão distantes, mas alguns já despontam como favoritos. Enquanto outros chegam sem muito impacto, mas quando nos damos conta já é o nosso favorito.

Segue uma lista com alguns discos nacionais que destaco (em uma próxima coluna teremos a lista dos internacionais). É importante citar que algumas novidades surgiram na última semana: o Vanguart liberou para audição via facebook seu novo trabalho, “Boa Parte De Mim Vai Embora”; Erasmo Carlos lançou seu novo disco, “Sexo”; e o CSS também liberou para audição seu terceiro álbum, “La Liberación”.

Vamos à lista:



Nó Na Orelha – Criolo: Recebido com certa comoção pela crítica, o disco tem colecionado resenhas positivas e muitos elogios às apresentações ao vivo. A sonoridade tem um pé fincado no rap, nem tanto pelas rimas (que convivem harmoniosamente com boas melodias), mas sim pela estética e crítica social. Além disso há pitadas de reggae, música africana e tantos outros ritmos. Tudo com timbres refinados e produção cuidadosa.


Ouça: Não Existe Amor Em SP





O Segundo Depois Do Silêncio - Los Porongas: Em seu segundo disco, a banda acreana se mostra muita mais segura e ousada. As letras, muito bem elaboradas saltam aos ouvidos, mas o som não fica atrás. A base é rock, mas com espaço para bons arranjos de metais, experimentalismos e belas melodias. O disco, no geral, é um tanto denso, o lado pop é um pouco tímido, mas o resultado é grandioso.


Ouça: Silêncio





Canções De Apartamento - Cícero Lins: Já lembrado aqui nessa coluna, Cícero Lins lançou um daqueles discos que chega sem muito alarde. As canções são sutis, mas com personalidade. Canções de Apartamento é o disco que o Marcelo Camelo deveria ter lançado ao invés do irregular “Toque Dela”.


Ouça: João e o Pé De Feijão





Mono Maçã - Lê Almeida: Lê Almeida é um músico carioca que já gravou dezenas de músicas no esquema mais caseiro possível. Seguindo a estética lo-fi, Mono Maçã tem 23 músicas, algumas não chegam a 1 minuto. As guitarras sujas envolvem melodias tão grudentas que é quase impossível não se pegar diversas vezes cantarolando um verso ou mesmo um riff.


Ouça: Transporpirações





O Direito De Ser Nada – Violins: O Violins é uma banda de Goiânia com bastante tempo de estrada. Nesse sexto disco eles ainda não conseguiram superar seu melhor trabalho, “Tribunal Surdo”, mas é superior ao disco do ano passado, “Greve Das Navalhas. O som está mais enxuto que no trabalho anterior, mas o talento para melodias grandiosas e angustiantes continua intacto.


Ouça: Rumo de Tudo



Segue uma pequena lista (mais uma) com mais disco nacionais já lançados esse ano:
  

A Maré Nenhuma - Nuda
Chico - Chico Buarque
Clímax - Marina Lima
Comic Sans - Driving Music
Doozicabraba e a Revolucao Silenciosa - Emicida
Eu Sou do Tempo Que a Gente Se Telefonava - Bluebell
Humanish - Humanish
Memórias Luso Africanas - Gui Amabis
O Destino Vestido de Noiva - Fábio Góes
Odiosa Natureza Humana - Matanza
Que Isso Fique Entre Nós - Pélico
Seiva - Rancore
Skylab X - Rogério Skylab
Sonhando Devagar - Kassin
Sou Suspeita Estou Sujeita Não Sou Santa - Anelis Assumpção
Stinkin Like a Brazilian - Rubinho Troll
The Baggios – The Baggios
Toque Dela - Marcelo Camelo
Tropical Splash - Copacabana Club
Um Futuro Inteiro - Bonifrate
Um Labirinto Em Cada Pé - Rômulo Fróes
Volume 3 - Mopho