domingo, 31 de março de 2013

Primeiro de Abril

Uma listinha apressada e descompromissada de músicas em homenagem a esse dia tão, tão... sei lá, mentiroso? 




























A propósito, esse blog não será mais atualizado, já era.
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Primeiro de Abril, RÁ.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Oscar 2013 - Palpites e Torcida




Não costumo postar sobre cinema por aqui, mas hoje resolvi abrir uma exceção, já que essa foi uma das raríssimas vezes em que assisti todos os indicados a melhor filme antes da cerimônia do Oscar e vi muitos outros que disputam as categorias em geral.

Segue abaixo uma lista com algumas categorias do prêmio, os meus palpites de ganhadores (que sempre correm o risco de estarem completamente equivocados) e os que eu gostaria que ganhassem.




Melhor Filme

"Indomável sonhadora"
"O lado bom da vida"
"A hora mais escura"
"Lincoln"
"Os Miseráveis"
"As aventuras de Pi"
"Amor"
"Django livre"
"Argo"

Palpite: Argo ou Lincoln

Quem eu gostaria que ganhasse: As Aventuras de Pi

Apesar da academia não ter indicado o Ben Affleck como melhor diretor, acredito que Argo pode levar a estatueta de melhor filme, é um tipo de história que a premiação gosta e pode servir como “um agrado’ ao diretor, que conquistou vários prêmios por aí, mas de fato é um bom filme, não meu favorito, mas não seria injusto se vencesse. Lincoln é aquele estilo classicão que o Oscar adora, tudo somado ao prestígio de Steven Spielberg e atuações sensacionais. Mas, no geral, o filme é monótono e cheio de clichês. As Aventuras de Pi tem, além do visual chapante, uma história bonita e conduzida com uma delicadeza que equilibra com maestria o universo fantasioso de uma aventura no mar com a questão da fé, que é o fio condutor da história, sem contar o ótimo final.



Diretor 
Michael Haneke ("Amor")
Benh Zeitlin ("Indomável sonhadora")
Ang Lee ("As aventuras de Pi")
Steven Spielberg ("Lincoln")
David O. Russell ("O lado bom da vida)

Palpite: Steven Spielberg

Quem eu gostaria que ganhasse: Ang Lee
Sem Ben Affleck e Kathryn Bigelow na disputa, Spielberg deve levar fácil, mas dos 5 é o que eu menos gostaria, fecho com Ang Lee.



Ator

Daniel Day-Lewis ("Lincoln")
Denzel Washington ("Voo")
Hugh Jackman ("Os miseráveis")
Bradley Cooper ("O lado bom da vida")
Joaquin Phoenix ("O mestre")

Palpite: Daniel Day-Lewis

Quem eu gostaria que ganhasse: Joaquin Phoenix

Essa é barbada. Daniel Day-Lewis adquiriu com o tempo um status quase imbatível, ainda mais representando uma personalidade americana do calibre de Abraham Lincoln. De fato Day-Lewis é incrível e está ótimo no papel, mas eu ficaria com a insanidade de Joaquin Phoenix em O Mestre, que interpretou brilhantemente um dos personagens mais complexos e asquerosos da sua carreira.



Atriz 

Naomi Watts ("O impossível")
Jessica Chastain ("A hora mais escura")
Jennifer Lawrence ("O lado bom da vida")
Emmanuelle Riva ("Amor")
Quvenzhané Wallis ("Indomável sonhadora")

Palpite: Jessica Chastain

Quem eu gostaria que ganhasse: Emmanuelle Riva

Jessica Chastain está muito bem em A Hora Mais Escura, mas Emmanuelle Riva, com seus 85 anos, está hipnotizante em Amor. Só com o olhar ela é capaz de mover montanhas.



Ator Coadjuvante 

Christoph Waltz ("Django livre")
Philip Seymour-Hoffman ("O mestre")
Robert De Niro ("O lado bom da vida")
Tommy Lee Jones ("Lincoln")
Alan Arkin ("Argo")

Palpite: Tommy Lee Jones

Quem eu gostaria que ganhasse: Philip Seymour-Hoffman

Acredito que essa seja a categoria mais acirrada dessa edição do Oscar. Cinco pesos pesados em atuações inspiradíssimas. Nenhum que ganhar será injusto, mas Philip Seymour-Hoffman consegue ser ao mesmo tempo assustador e acolhedor como o mentor religioso de O Mestre. Brilhante.



Atriz Coadjuvante 

Sally Field ("Lincoln")
Anne Hathaway ("Os miseráveis")
Jacki Weaver ("O lado bom da vida")
Helen Hunt ("The sessions")
Amy Adams ("O mestre")

Palpite: Anne Hathaway

Quem eu gostaria que ganhasse: Amy Adams

Anne Hathaway é a atriz queridinha da América e venceu o Globo de Ouro, então, a lógica deve se cumprir. Mas, para mim, não cola. Já não bastasse Os Miseráveis ser um chatice incalculável, Hattaway é só caras e bocas e muito melodrama. Enquanto Amy Adams interpreta o par ideal para o personagem de Philip Symour-Hoffman em O Mestre, amável, solidária e dominadora.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Melhores Músicas Internacionais de 2012

#01 - Feels Like We Only Go Backwards - Tame Impala




#02 - Red Face - Lucy Rose




#03 - Locked Out Of Heaven - Bruno Mars




#04 - Hang Loose - Alabama Shakes




#05 - Violet Rays - Smashing Pumpkins




#06 - Xtina As I Knew Her - Lee Ranaldo




#07 - I'm Getting Ready - Michael Kiwanuka




#08 - When I Was Young - Nada Surf




#09 - Hey Jane - Spiritualized




#10 - Lightning Bolt - Jake Bugg

Melhores Músicas Nacionais de 2012

#01 - Chegar Em Mim - Céu




#02 - Paraquedas - Apanhador Só




#03 - Cut Myself In Two - Black Drawing Chalks




#04 - Passarinho - Curumin




#05 - No Fim Da Ladeira, Entre Vielas Tortuosas - Jair Naves




#06 - Aleluia - Cascadura




#07 - Brisa - Siba




#08 - Safe Rock - Cambriana




#09 - Maria Lúcia, Santa Cecília E Eu - Jair Naves




#10 - Melô Do Crime Passional - Giancarlo Rufatto

Melhores Discos Internacionais de 2012

#01 - Lonerism - Tame Impala



Top 3

Feels Like We Only Go Backwards
Apocalypse Dreams
Nothing That Has Happened So Far Has Been Anything We Could Control


#02 - Home Again - Michael Kiwanuka 



Top 3

I'm Getting Ready
Tell Me A Tale
Worry Walks Beside Me


#03 - Between The Times And The Tides - Lee Ranaldo



Top 3

Xtina As I Knew Her
Waiting On A Dream
Off The Wall


#04 - Blunderbuss - Jack White



Top 3 

Freedom At 21
Love Interruption
Blunderbuss


#05 - Like I Used To - Lucy Rose



Top 3

Red Face
Bikes
Middle Of The Bed


#06 - Oceania - Smashing Pumpkins



Top 3 

Violet Rays
The Celestials
Panopticon


#07 - Tramp - Sharon Van Etten



Top 3 

Give Out
Serpents
Warsaw


#08 - Jake Bugg - Jake Bugg



Top 3 

Lightning Bolt
Taste It
Broken


#09 - Wrecking Ball - Bruce Spingsteen



Top 3

Wrecking Ball
We Take Care Of Our Own
Rocky Ground


#10 - Boys And Girls - Alabama Shakes



Top 3

Hang Loose
Hold On
Be Mine

Melhores Discos Nacionais de 2012

#01 - E Você Se Sente Numa Cela Escura, Planejando A Sua Fuga, Cavando O Chão Com As Próprias Unhas - Jair Naves



Top 3

No Fim Da Ladeira, Entre Vielas Tortuosas
Maria Lúcia, Santa Cecília e Eu
Pronto Para Morrer (O Poder De Uma Mentira Dita Mil Vezes)


#02 - Aleluia - Cascadura



Top 3

Aleluia
A Mulher De Roxo
Soteropolitana


#03 - Caravana Sereia Bloom - Céu



Top 3

Chegar Em Mim
Retrovisor
Streets Bloom


#04 - No Dust Stuck On You - Black Drawing Chalks



Top 3

Cut Myself In Two
Street Rider
Little Crazy


#05 - Arrocha - Curumin



Top 3 

Passarinho
Selvage 
Doce


#06 - Tudo Tanto - Tulipa Ruiz



Top 3

Quando Eu Achar
Dois Cafés
Cada Voz


#07 - O Pensamento É Um Imã - Vivendo Do Ócio



Top 3

Radioatividade
Nostalgia
O Mundo É um Parque


#08 - Avante - Siba



Top 3 

Brisa
Ariana
Preparando O Salto


#09 - A Vida Secreta Das Referências - Giancarlo Rufatto



Top 3

Melô Do Crime Passional
Quase Lá, Mas Ainda Aqui
Enquanto A Noite Puder Fingir Um Sorriso


#10 - Faria & Mori - Faria & Mori 



Top 3 

Precaução
Outro Lugar
Que Os Cães Vivessem Mais

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Raça Negra here, there and everywhere




Você já sabe de todo aquele papo sobre a relação da geração atual com as músicas do Raça Negra, já cansou de ouvir que o som deles "faz parte da memória afetiva e tocava nos churrascos de domingo da familia". De toda forma é inevitável notar que nos últimos meses o nome do grupo tem sido alardeado com mais força pela internet (ao menos no meu círculo de contatos), o que mostrou pra muita gente que a qualidade das canções vai muito além da nostalgia familiar noventista.

Em meio a tudo isso, dois fatos colocaram o Raça Negra de forma mais efetiva no meu caminho novamente depois do sucesso que fizeram nos anos 90. O primeiro motivo: o camarada Jorge Wagner, depois de muito planejar, colocou em prática, junto com o site Fita Bruta, o projeto Jeito Felindie. Que é, como o nome sugere, um tributo de bandas indie ao Raça Negra. Lançado oficialmente sexta passada (12/10) para audição e download, o trabalho conta com doze versões feitas por bandas dos mais variados perfis.


O outro acontecimento que me trouxe o grupo de Luís Carlos (sim, o da língua prefffa) a tona, foi o show deles na minha cidade, Araçatuba. Preço honesto, data propícia, namorada interessada e ao menos um amigo disposto a encarar junto comigo. Não dava pra perder. Combinei, comprei os ingressos e fui.

A primeira música da apresentação foi a simbólica “Cheia de Manias” (ou “a do dididididiê”). Daí em diante você já pode imaginar a avalanche de hits... mas sobre o show em geral, algumas coisas devem ser destacadas: Luiz Carlos já está com a voz bastante desgastada e durante a execução do repertório se apoiou no coro ou “na galera” em vários momentos; o filho dele subir no palco e cantar umas SETE músicas foi extremamente desnecessário; no meio de tantos sucessos, tocar covers de músicas famosas, incluindo “Não Quero Dinheiro” DUAS vezes, também foi pra lá de dispensável. Mas parece que ninguém se importou com isso.

A quantidade de hits e a forma como eles são cantados e celebrados falava por si só. Poucas vezes vi tanta devoção a um artista no palco. Logo na minha frente estavam dois rapazes, irmãos gêmeos, um deles com a namorada e ainda uma terceira irmã com o namorado. A emoção dos dois irmãos era uma coisa tão contagiante que não tinha como não acompanhar todos os movimentos. A cada música que começava eles pulavam, se abraçavam, acenavam para o alto e cantavam... muito, cada palavra de cada letra de cada música. De vez em quando viravam para as outras pessoas que estavam com eles e diziam coisas como “essa música é do disco tal, tocava em tal lugar, lembra?”. A irmã e a namorada estavam seriamente preocupadas, temendo que eles pudessem passar mal de tanta emoção.

Eles não eram os únicos, todas as músicas ganharam um coro potente e emocionado ao vivo. É difícil destacar um momento específico de destaque na apresentação, mas “Jeito Felino” e “Poderosa” foram bastante celebradas e encerraram um show longo e intenso.

"ffe não tiver voffe, o meu coraffão chora"

É possível que os gêmeos emocionados nunca tenham ouvido falar de Giancarlo Rufatto, ou que poderiam não curtir a melodia desconstruída na versão folk de “Maravilha”. Talvez pudessem achar que o Nevilton tocando “Vida Cigana” tenha ficado muito pauleira, ou que “Jeito Felino” e “É Tarde Demais” teriam ficado esquisitas por demais nas versões de Letuce e Harmada. Por outro lado, poderiam se encantar com a voz doce da Vivian Benford em “Cheia de Manias”, ou aprovar o acento pop que “Quando Te Encontrei” ganhou na versão do Amplexos. Quem sabe...

No final das contas tudo isso é muito relativo, o que sobra é que tanto eu quanto você, o Jorge Wagner, o pessoal do Fita Bruta, os gêmeos, os indies e os pagodeiros gostamos de boas músicas, e todos podemos concordar que o Raça Negra já fez muitas e elas estão aí, de várias formas, na turnê revival que passou por Araçatuba e no Jeito Felindie, na dúvida não escolha, viva com todas. 


Indididididiê