Você já leu aqui que 2015 promete ser um bom ano para shows na nossa região. Pois bem, segue uma listinha de alguns que vão rolar nos próximos três meses em Araçatuba, Rio Preto e Birigui. (clique nos nomes dos eventos para mais informações sobre cada um).
23 e 24/05 - Rio Preto - Virada Cultural(Almir Sater, Bicho de Pé, Gabriel O Pensador e O Terno)
30 e 31/05 - Araçatuba - Virada Cultural(Racionais, Wanderléa, Paula Lima, Ellen Oléria e Selvagens à Procura de Lei)
***Embora a produtora Oito Entretenimento já tenha marcado dia, local e começado a venda de ingressos, o show da Banda do Mar ainda não consta na agenda oficial do grupo. A produtora já se manifestou na página do evento garantindo que está confirmado. Esperemos...
Quem souber de mais shows para contribuir com essa agenda, fique a vontade para comentar. Lembrando que podem aparecer mais nomes na Virada Cultural e tem ainda tem o Circuito Cultural Paulista, que sempre traz coisas legais pra região.
Este blog pretende acompanhar alguns desses shows e postar por aqui. Here we go!
#01 - E Você Se Sente Numa Cela Escura, Planejando A Sua Fuga, Cavando O Chão Com As Próprias Unhas - Jair Naves
Top 3 No Fim Da Ladeira, Entre Vielas Tortuosas Maria Lúcia, Santa Cecília e Eu Pronto Para Morrer (O Poder De Uma Mentira Dita Mil Vezes) #02 - Aleluia - Cascadura
Top 3 Aleluia A Mulher De Roxo Soteropolitana #03 - Caravana Sereia Bloom - Céu
Top 3 Chegar Em Mim Retrovisor Streets Bloom #04 - No Dust Stuck On You - Black Drawing Chalks
Top 3 Cut Myself In Two Street Rider Little Crazy #05 - Arrocha - Curumin
Top 3 Passarinho Selvage Doce #06 - Tudo Tanto - Tulipa Ruiz
Top 3 Quando Eu Achar Dois Cafés Cada Voz #07 - O Pensamento É Um Imã - Vivendo Do Ócio
Top 3 Radioatividade Nostalgia O Mundo É um Parque #08 - Avante - Siba
Top 3 Brisa Ariana Preparando O Salto #09 - A Vida Secreta Das Referências - Giancarlo Rufatto
Top 3 Melô Do Crime Passional Quase Lá, Mas Ainda Aqui Enquanto A Noite Puder Fingir Um Sorriso #10 - Faria & Mori - Faria & Mori
Top 3 Precaução Outro Lugar Que Os Cães Vivessem Mais
Passando a régua de vez no assunto Rock In Rio, nada mais justo que um balanço com as melhores e piores apresentações. Não estive na cidade do rock em nenhum dos 7 dias de evento, mas acompanhei um parte considerável do festival pela TV/internet. Mais ou menos uns 80% do palco mundo e uns 70% do sunset (cálculo sem a menor precisão).
Segue a lista:
Palco Mundo
Melhores Shows
1) Stevie Wonder
2) Metallica
3) Coldplay
4) Janelle Monae
5) Red Hot Chili Peppers
Stevie Wonder foi imbatível. E não só pela banda afiada e o repertório matador.Wonder é o show. Seja na voz incrível ou na simpatia, o cantor interagiu e dominou o público do início ao fim da apresentação.
Menções honrosas: Shakira, Motorhead, System Of A Down e Skank. Isso sem contar Ivete Sangalo e Slipknot, que apesar de serem shows quase que opostos tiveram a mesma característica: bons de palco, mas as músicas...
Piores Shows
1) Ke$ha
2) Detonautas
3) Glória
4) Maná
5) Tributo ao Legião Urbana
Ke$ha foi um lixo em tantos aspectos que fica até difícil enumerar. A voz parecia sair de uma dessas máquinas que “conversam” com você. O visual dela e do palco foi milimetricamente bizarro, tudo para “chocar” e posar de fodona. A atitude dela no palco então... vergonha alheia é pouco para tanta pose.
Palco Sunset
Melhores shows
1) Mike Patton/Mondo Cane + Orquestra de Heliópolis
2) Sepultura + Tambours Du Bronx
3) Cidadão Instigado + Júpiter Maçã
4) Tiê + Jorge Drexler
5) Tulipa Ruiz + Nação Zumbi
O projeto do workaholic Mike Patton (Faith No More, Mr. Bungle, Fantomas…) é voltado para canções italianas das décadas de 50 e 60. Mas não pense em nada cafona ou muito comportado. As versões insanas de Patton casaram perfeitamente com a Orquestra de Heliópolis, que interagiu com o vocalista de maneira brilhante. A atração entrou no festival desconhecida e saiu aclamada, tal qual o Faith No More, do mesmo Mike Patton, no Rock In Rio de 1991.
Piores Shows
Como assisti menos shows do palco sunset, me limito a colocar apenas dois na lista de piores: Marcelo Yuka + Cibelle + Karina Buhr + Amora Pêra, a falta de entrosamento entre as cantoras resultou em momentos constrangedores, como o refrão de “Minha Alma”; Angra + Tarja Turunem, confesso que não morro de amores pelo Angra, mas basta ter a audição funcionando para perceber o quão ruim foi o show. Som horrível, Edu Falaschi desafinando horrores e até Tarja se perdendo e entrando fora do som devido ao retorno, que devia estar ainda pior que o som para o público.
Minha saga começou com o espetáculo de dança She’s Lost Control, da Cia. Vitrola Quântica. Conforme citei na postagem anterior, meu interesse na apresentação foi a inspiração em Joy Division, já que não tenho grandes afinidades com a dança (em vários sentidos), mas devo dizer que saí do teatro bastante impressionado.
O espetáculo começa com as três atrizes/dançarinas/bailarinas formando uma banda, mesmo, no palco. Baixo, guitarra e bateria fazem cerca de 5 minutos de pós-punk, e só então os movimentos epiléticos começam.
A atmosfera é tensa do início ao fim, com as três (bem bonitas, por sinal) se cruzando em manobras perigosas e descontroladamente perfeitas. Na trilha não toca efetivamente a música título, mas algumas citações assombrosas surgem inesperadamente.
No momento mais tenso, o som se assemelha a algum daqueles pesadelos em que corremos de algo indefinido, mas as pernas não obedecem e não nos tiram do lugar. Uma das garotas começa bater violentamente uma espécie de taco de hockey no chão e em determinado momento as três reiniciam os movimentos descontrolados, mas dessa vez arremessando o bastão uma para a outra. Qualquer erro, que felizmente não aconteceu, traria grandes problemas.
Pelo que pude observar não houve nenhuma baixa no público durante a apresentação. A hipnose coletiva foi bem sucedida. Saí do local bastante perturbado e imaginando como King Night, do Salem, se encaixaria muito bem na trilha atormentada, do espetáculo e da minha cabeça naquele momento.
Quando cheguei na praça Getúlio Vargas, o show do Swing Snake Blues já havia começado. O que posso dizer é que o clima era bom e a banda estava afiada. Um amigo disse que exageraram um pouco nas jam sessions, concordei, ao menos nas poucas músicas que pude acompanhar.
Sem atrasos o Canastra começou sua zorra em cima do palco. Logo de cara já mandaram “Chega de Falsas Promessas”, “Chevete Vermelho” e “Motivo de Chacota”. Nesse momento o público se dividiu. Metade estava ganho. A outra metade reclamava da voz anasalada de Renato Martins, mas ainda assim dançava.
O som saía muito bem definido das caixas e os metais deram um show a parte. Foi divertido, mas fico imaginando como seria insano um show deles em um ambiente fechado e para um público mais específico, no Pub Rock Beer por exemplo. Fica a dica.
Eis que se inicia o show mais esperado da noite, e talvez de toda a Virada: Zeca Baleiro. Devo confessar que a partir daí minhas impressões são um pouco nebulosas, resultado de uma mistura inusitada de (muita) cerveja, licor Amaretto (culpa do Douglas) e de um estômago tão vazio que quase corria uma bola de feno.
Zeca preferiu não arriscar e apostou em um repertório recheado de hits de sua carreira, o que já era previsível e aceitável em vista do público diversificado de uma Virada Cultural.
Estava tudo lá: “Telegrama”, “Lenha”, “Proibida Pra Mim” (urrrgh), “Babylon”, “Bandeira”, “Heavy Metal do Senhor” e tantas outras. O problema foi que, não faço idéia do motivo, o som, que soava tão cristalino no Canastra, estava um pouco embolado. Quando ficava no violão e voz, melhorava. Mas quando entrava a banda toda, tudo se misturava. Deixo claro que pessoas sóbrias concordaram comigo nesse aspecto.
De toda forma, o público pareceu bastante satisfeito. Como postei anteriormente, não sou grande entusiasta do Zeca Baleiro. Apostava no show, mas devido às circunstâncias, me mantenho da forma que estava antes da Virada, ainda no benefício da dúvida.
O Anderson fez um vídeo caprichado do show, um resumão de 30 minutos, confira abaixo. No blog dele também tem vídeos do Canastra e da Fafá de Belém.
Tulipa Ruiz
No domingo me programei apenas para a apresentação da Tulipa Ruiz. O show que mais esperei na virada. E minhas expectativas, que eram bem altas, foram superadas com louvor.
O público, como já esperava, não foi muito numeroso. Houve atraso de uns 25 minutos, mas sem grandes irritações, o clima era bem pacífico, parecendo até que introduzia a primeira música do show, a suave “Efêmera”. Após a banda toda entrar no palco e começar os primeiros acordes da música, Tulipa entrou e foi logo saudar o público.
Quando começou a cantar, o arrepio foi inevitável. Sua voz preenchia o silêncio do imponente teatro com uma delicadeza hipnótica. A banda, competentíssima, fazia sua parte, mas o público parecia não conseguir desgrudar os olhos da simpática vocalista.
A performance de Tulipa encanta por uma série de fatores. O primeiro, óbvio, a voz. Hora suave, hora firme e poderosa. Em alguns momentos romântica, em outros totalmente destrambelhada. O lado teatral da cantora é aplicado na medida, chama atenção, mas não soa forçado. E, por fim, a simpatia. O sorriso que parece não conseguir sair do rosto. Teve jogo de cintura para contar histórias enquanto trocavam seu microfone, no início do show, e para convidar todos a levantarem das cadeiras quando cantou “Brocal Dourado”.
“Pontual” mostrou a faceta mais pop do show, enquanto “Pedrinho” ganhou peso (vídeo abaixo). “Do Amor” foi um dos grandes momentos, bonita de chorar. A voz, na parte final, em que faz vocalizações em falsete, conduziu um final irretocável. A única música de Efêmera, seu primeiro e único disco, que não foi tocada foi “Sushi”. E ainda tiveram versões destruidoras de “Cada Voz” e a cover de Caetano Veloso, “Da Maior Importância”. O final, com “A Ordem Das Árvores”, foi o culpado por todos saírem do teatro cantarolando “Uhuu-Uhuu”.
Uma pena que o teatro não estivesse lotado, longe disso. Tulipa Ruiz faz o tipo de som que faria muito sucesso, se o mundo fosse justo. Mas a carreira da moça está apenas começando, espero ainda vê-la aqui mesmo, em Araçatuba, em um show lotado e com a carreira ainda mais bem-sucedida. De toda forma, independente de público, enfim, “acontece alguma coisa nessa tarde domingo”.
Nesse final de semana, 14 e 15 de maio, acontece a Virada Cultural Paulista 2011. Pra quem não sabe, a virada é... ah, você sabe, né?! Pois bem, todo ano traço meu roteiro do que vou (ao menos tentar) acompanhar aqui em Araçatuba. Segue abaixo a lista.
She's Lost Control – Cia. Vitrola Quântica
Horário: 20h30
Local: Teatro Municipal Paulo Alcides Jorge
“Inspirado na canção homônima da banda inglesa de pós-punk Joy Division, o espetáculo une elementos da literatura, psicanálise, música e artes plásticas para criar uma experiência diferente nos limites entre o controle e o descontrole, um jogo de tensões de corpos que se organizam e desorganizam, numa festa que nunca termina.”
Nunca gostei muito de espetáculos que envolvam dança, mas quando o tema em questão é a clássica She’s Lost Control, do Joy Division, a coisa muda um pouco de figura. Há grandes chances de não gostar, mas vale a tentativa.
Swing Snake Blues
Horário: 21h
Local: Praça Getúlio Vargas
“Original de Araçatuba, a banda de blues e southern rock incorpora em seu repertório composições de Eric Clapton, B.B.King, The Allman Brothers e outros grandes nomes. Com Lucas "Tchê" Gagliardi na voz, Fernando Antones e Iran Marcius nas guitarras, Raphael Martini no baixo e Leandro Jordison na bateria, a Swing Snake Blues revisita os clássicos desses estilos somando sua energia e tempero.”
Banda local que ainda não consegui pegar nenhum show. Tenho ouvido muitos elogios a respeito dos caras. Tudo bem que em um evento como esse o que eu queria mesmo ver é repertório autoral (não tenho certeza se o SWB tem ou toca sons próprios em shows), mas o som deles parece bom. Se bem que só verei na íntegra se realmente o She’s Lost Control não bater, do contrário pego na metade. Veremos.
Canastra
Horário: 22h30
Local: Praça Getúlio Vargas
“O grupo carioca apresenta ao vivo o repertório do CD "Chega de Falsas Promessas", que traz uma sonoridade tão diversa e inusitada que é capaz de agradar a todas as tribos, ou mesmo a quem não pertence a nenhuma delas. Canções que, de um jeito ou de outro (seja por forma ou conteúdo), têm tudo a ver com todo mundo. Porque, no fundo, todo mundo gosta mesmo é de boa música.”
Apesar dessa descrição babaca acima, o Canastra é uma banda bem bacana. Rodrigo Barba, (ex?) baterista do Los Hermanos comanda as baquetas do grupo. O som tem a ver com o Acabou La Tequila, antiga banda do vocalista e um dos nomes da maior influência no primeiro disco do próprio Los Hermanos, lembrando que Anna Júlia e Primavera eram exceções no álbum. Baseado nas músicas dos dois disco do Canastra “Traz a pessoa Amanda em 3 dias” (2004) e “Chega de falsas promessas” (2007), o show promete ser no mínimo divertido. E como o trabalho mais recente já tem 4 anos, fica a expectativa para que rolem músicas novas no show.
Zeca Baleiro
Horário: 0h
Local: Praça Getúlio Vargas
“O artista faz uma retrospectiva de sua carreira, em um show que reúne sucessos em versões contagiantes. O repertório traz criativas releituras de canções já consagradas como: Salão de Beleza, Telegrama, Você Não Liga Pra Mim, entre outras. Acompanhado de Tuco Marcondes (guitarras, violões e vocais), Fernando Nunes (baixo), Pedro Cunha (teclados e acordeom) e Kuki Stolarski (bateria e percussão).”
Provavelmente é a atração mais aguardada da Virada (ele e a Fafá de Belém). Confesso que não sou grande entusiasta do Zeca Baleiro, lembro de uma ou outra música que acho realmente boa, mas já ouvi falar muito bem de shows dele.
Obs1: 0h30, no teatro da UNIP, tem show de um cover do Queen chamado Bohemian Queen, mas vai ficar pra próxima.
Obs2: 2h30 tem um stand-up comedy do Renato Tortorelli no teatro da UNIP. Vi algumas coisas dele no youtube e achei absolutamente sem graça. Então, só vou se for embalado no fluxo.
Tulipa Ruiz
Horário: 15h
Local: Teatro da UNIP
“Sucesso de público e crítica, o disco de estreia de Tulipa foi considerado um dos melhores do ano pela revista Rolling Stone e um dos melhores da década pela Folha de S. Paulo. O repertório do show é formado pelas canções da cantora e a banda que a acompanha traz importantes instrumentistas da MPB, como Duani Martins, Marcio Arantes, Gustavo Ruiz e Luiz Chagas.”
Conforme postei aqui, Tulipa Ruiz é a responsável pelo melhor disco nacional de 2010, “Efêmera”, o show dela é a atração que aguardo mais ansiosamente na Virada. Pude vê-la de perto no Planeta Terra Festival, ano passado, mas o show não era dela, era do coletivo Novos Paulistas, do qual ela faz parte e protagonizou os melhores momentos da apresentação. Fico um pouco receoso de shows em um teatro grande como o da UNIP, o público tende a ficar mais retraído, o que, de certa forma, contribui com um caráter mais contemplativo, mas coloca em risco momentos mais “pra cima” do repertório. A pouca projeção comercial (especialmente no interior) de Tulipa e o horário do show podem fazer com o público não seja muito numeroso, o que seria uma pena enorme. A única coisa que digo é que, quem perder esse show vai deixar de ver em plena ascensão um dos talentos mais promissores da música brasileira atual, e isso não é pouco.
Obs3: Até faria um esforço para ver o show da Fafá de Belém, 17h na praça, mas tenho um compromisso com a TV: jogo do timão. #VaiCorinthians.
Obs4: Na próxima semana posto aqui minhas impressões gerais sobre a virada.
Uma alternativa para a existência da bossa-nova nos dias de hoje. Claro que com algumas modernices (bem aplicadas), mas o resultado é muito bom. Luísa tem uma bela voz e os arranjos são caprichados, no limite entre o cabecismo e o acessível.
Com um repertório bastante diversificado, Karina Buhr mostra em seu primeiro disco solo muita personalidade. O repertório alterna climas tensos com momentos de extrema suavidade, tudo permeado pela voz peculiar da cantora. Pode causar estranheza no início, mas acredite, gruda que é uma beleza.
Muita gente já torce o nariz logo de cara. Já recorrem aos mega hits chiclete "Ai, ai, ai" e "Boa Sorte", trilhas de novela e tudo mais. Aí Vanessa da Mata convoca mais uma vez Kassin para produzir seu disco e se cerca de gente como Macelo Jeneci (novamente), Gustavo Ruiz, Stephan San Juan. Então os indies neuróticos surtam: "E agora, devo gostar ou não?". A voz indiscutível se destaca em meio a referências nada óbvias, o que inclui até um flerte com o Tecno-brega. Ouça sem preconceito.
Enfim o Do Amor lança seu debut. A mistura de ritmos pode assustar os desavisados, mas o balanço é irresistível. Algumas faixas, de um minuto em média, soam desnecessárias, mas não ofuscam a força de tantas outras pérolas. Caia no carimbó e seja feliz.
O primeiro disco dos gaúchos do Apanhador Só é um trabalho a ser apreciado com calma. São muitos detalhes a serem apreciados. Tudo parece milimetricamente arquitetado, cada barulho exótico de percussão, e são muitos, esse aparelho da capa do disco é utilizado, por exemplo. Uma banda para se acompanhar os próximos passos.
É uma zona. Acho que isso resume bem o disco dos paulistanos do Holger. Uma batucada quase de axé misturada com guitarras do Pavement e vocais em falsete. Escrevi uma resenha do disco para o Scream & Yell, leia aqui.
E o Superguidis acerta a mão mais uma vez. O temido amadurecimento flui muito bem no quarteto, apesar de muitos cobrarem aquele frescor adolescente do primeiro disco. Mas uma banda com esse apelo conseguir dignamente colocar arranjos de cordas em um disco, é para poucos. As guitarras continuam altas, e a melancolia mais cortante do que nunca.
Em seu segundo disco o Cérebro Eletrônico vem ainda mais apurado nas composições. Climas psicodélicos para belas melodias e ótimas letras, mas sem decepcionar nas músicas mais vigorosas.
Se o mundo fosse justo esse disco estaria bombando em todas as rádios do país e teria várias músicas em trilhas de novela. Não que isso seja referência de qualidade, mas garantiria bastante grana pra ele e mostraria que nem tudo está perdido no mainstream. É o disco que o Marcelo Camelo poderia ter lançado se deixasse de lado as cabecices e mergulhasse no pop.
Não há muito que dizer quando um disco combina uma voz maravilhosa com ótimas composições, arranjos caprichados e uma banda afiada. Tudo aqui é de extremo bom gosto. Uma cantora como há muito não se via. Fiz um faixa a faixa do disco aqui.