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segunda-feira, 2 de março de 2015

Isso aqui ainda existe, acho

Fiquei quase um ano sem postar nada por aqui, mas trombei com tantas coisas legais hoje que resolvi reativar a bagaça (isso não quer dizer que eu necessariamente volte a postar com frequência). Então vamos a uma breve listinha com links em que você não vai se arrepender de clicar. 

A gatinha aí no meio é brinde. Dakota Johnson apresentou o SNL nesse dia.  

1) As vésperas de lançar o segundo disco, "Sound & Color", o Alabama Shakes foi no Saturday Night Live e fez essa PUTA apresentação da música "Gimme All Your Love".Também tocaram "Don't Wanna Fight", boa também, mas uns passos atrás  da primeira. O disco novo promete!

   



2) Lucy Rose, aquela mocinha bonita que cantava com o Bombay Bicycle Club, que lançou um disco lindão em 2012 e que você ouviu falar antes aqui (sempre quis dizer isso)... enfim, ela soltou hoje uma música nova. Boa, mas com uma aproximação perigosa daquela World Music do ultimo disco do Bombay. Esperemos o album completo da moça pra ver.

Clique aqui para ouvir Our Eyes - Lucy Rose



3) O integrante mais calado do Foo Fighters (na verdade ele e o Chris disputam bem) aparece com um projeto solo bastante improvável e... bom! com o nome de Lieutenant, Nate Mendel mostra músicas com um lado experimental bem diferente da sua banda principal. O disco, chamado "If I Kill This Thing We're All Going To Eat For A Week", a propósito, é mais legal que o "Sonic Highways", aceitem.  

Clique aqui para ouvir Lieutenant - If I Kill This Thing We're All Going To Eat For A Week




4) Saiu hoje pelo Urbanaque o tributo "Raimundos 20 Anos- Eu Quero é Rock". 15 Artistas brasileiros revisitam o primeiro disco do  Raimundos em versões das mais diversas possíveis, do Vanguart tranformando "Nega Jurema" em uma balada folk, ao Single Parents fazendo um indie rock com "Rapante", entre outras bem curiosas. Com curadoria e produção executiva de Bruno Dias e Tiago Agostini, o resultado é no mínimo divertido.

Clique aqui para ouvir ou baixar "Raimundos 20 Anos- Eu Quero é Rock"  




5) Noel Gallagher parece que nunca vai perder a mão pra compor belas canções. Pra divulgar seu recém lançado "Chasing Yesterday", ele foi em uma rádio Irlandesa, a RTE2, e tocou no violão a boa "The Dying Of The Light", e ficou essa beleza que você vê aqui abaixo. (via Popload)    


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Lollapalooza Brasil - Minhas Impressões

Cage The Elephant


Com dois discos lançados, sendo que o segundo, “Thank You Happy Birthday” os trouxe ao mundo dos hypes, o Cage The Elephant se apresentou no primeiro dia do Lollapalooza Brasil, em São Paulo. Pontualmente (como os demais shows do primeiro dia) às 15h, a banda mostrou no palco Butantã sua sonoridade profundamente influenciada por Pixies. A banda deve mais a Frank Black do que o McLusky, para citar um exemplo (alguém lembra deles?).

O show começou com “In One Ear”, do primeiro disco. Logo no início já veio a certeza de que a marca do show seria a insanidade do vocalista, Matt Schultz, que, carismático, pulava e se contorcia a todo momento. Por vezes passava da conta. Pulava tanto que, em alguns momentos, se esquecia de cantar no microfone.

Com 12 músicas (5 do primeiro disco e 7 do segundo), o Cage The Elephant mostrou que tem um ótimo frontman e um público entusiasmado que cantou tudo. No final só ficou uma dúvida, o som baixo dos PAs prejudicou a apresentação ou falta corpo para as músicas ao vivo?


Band Of Horses


O Band Of Horses era uma das minhas grandes esperanças de bom show no Lolla. E não me decepcionou, pelo contrário, superarou as expectativas. Óbvio que o esquema deles não era aquilo ali, a riqueza de detalhes e as belas melodias da banda deveriam ser apreciadas em um lugar menor, fechado e com um público só deles. Mas ainda assim foi um belíssimo show.

As canções mais intensas ficaram ainda mais fortes ao vivo. Depois da delicada “For Annabelle”, que abriu o show, “NW. Apt” e “The First Song” prepararam o terreno para belíssimas versões de “The Great Salt Lake”, “Is There A Ghost” e “Cigarettes, Wedding Bands”.

A apresentação seguiu nessa linha. Ben Bridwell cantando muito suas belas melodias emolduradas por uma banda esperta, pesando quando era preciso e caprichando nos detalhes nos momentos mais intimistas. “The Funeral”, fechando o show com o sol quase se pondo foi um dos grandes momentos do dia.


Foo Fighters


O Foo Fighters é hoje uma das maiores bandas de rock do mundo. O “melhor” aqui envolve momento, óbvio. Headliner de grandes festivais, último disco elogiadíssimo e fama de shows incríveis. Você pode não gostar da banda, mas não há como negar o “tamanho” dos caras atualmente.

Muitos shows provocam nos fãs aquele drama de não ouvir o lado-b ou a música obscura que tanto gostam. No caso do Foo Fighters essa lógica é subvertida, é claro que há uma aqui ou outra ali que pode ter a ausência lamentada, mas em geral o que mais importa na banda de Dave Grohl são os hits. E são muitos. TODOS foram tocados.

O Lollapalooza Brasil teve o privilégio de contar com o melhor setlist da turnê sul-americana da banda. Além dos hits, teve “Hey, Johnny Park”, “Enough Space”, “For All The Cows” e, pela primeira vez, “I Love Rock’n Roll” com a Joan Jett (além de “Bad Reputation”, que já vinha sendo tocada nos últimos shows).

Dave Grohl gritou. Gritou muito. Possivelmente com a intenção de provar que o cisto que tem na garganta não é motivo para preocupação, mas na verdade é. Tudo ia bem, até que na parte mais gritada de “Monkey Wrench”, ele berrou tudo que podia, sem acompanhamento. A partir daí sua voz mostrou-se desgastada. Tudo bem, depois disso ele gritou sem maiores problemas em “Best Of You”, “Enough Space” e outras, mas quando cantava normalmente era muito fácil perceber como a voz soava “arranhada”.

A enrolação irritou um pouco. Petardos que por si só já seriam o suficiente para encantar ganhavam a todo momento jams, solos e momentos de interação com o público. É importante que um show de rock tenha isso, mas todo exagero complica. No Rock In Rio já havia sido assim, mas a banda cresceu e a enrolação, infelizmente, também. Com o arsenal de boas músicas que têm, eles não precisavam disso.

O exagero de Dave Grohl incomodou, mas um show que consegue enfileirar logo de cara pérolas como “All My Life”, “Times Like These”, “Rope”, “The Pretender”, “My Hero” e “Learn To Fly” não tem como ser ruim. A sucessão de hits não deixa tempo para respirar.

O desespero cantado em “Best Of You” ganhou contornos reais com Grohl lutando contra a própria voz, o que no final das contas foi emocionante, daqueles clichês que volta e meia aparecem e você finge que não se importa. “Hey, Johnny Park”, talvez o melhor “não hit” do Foo Fighters foi bem encaixada entre “Monkey Wrench” e “This Is a Call”. No final, “Everlong”, para muitos a melhor música da banda, fechou o show.

O Foo Fighters faz show para fãs, aqueles que estão ali prontos para o que vier e não vão criticar em hipótese alguma, o que tenta justificar, de alguma forma, a enrolação. Mas ainda assim é um grande show de rock. Dave Grohl acredita em toda aquela onda de “rock celebração” e passa isso nos discos e principalmente no show. Talvez por isso seja, como já dito, uma das maiores bandas de rock da atualidade.


Sobre o Lollapalooza Brasil

Como todo festival, o Lollapalooza Brasil teve erros e acertos. Entre os acertos é bom destacar a pontualidade rigorosa (o único atraso registrado foi o do Racionais no segundo dia) e a facilidade do acesso ao Jockey. Os problemas, em grande parte poderiam ser resolvidos se tivessem sido colocados menos ingressos a venda no dia do Foo Fighters (o único em que fui, bom lembrar). Segundo relatos, o segundo dia, com 15 mil pessoas a menos, foi bem mais agradável em relação a filas em geral, espaço e locomoção. Aguardamos uma próxima edição, com as arestas devidamente aparadas e bons shows.

As fotos foram retiradas do site oficial do Lollapalooza Brasil.

O ótimo La Cumbuca postou todos esses show inteiros, vai lá ver.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Melhores de 2011 - Músicas Internacionais

#01 - Lights Out, Words Gone - Bombay Bicycle Club





#02 - Somebody That I Used To Know - Gotye feat. Kimbra





#03 - Lonely Boy - The Black Keys





#04 - Brick By Brick - Arctic Monkeys





#05 - Get Away - Yuck





#06 - ÜBerlin - R.E.M.





#07 - Pumped Up Kicks - Foster The People





#08 - Arlandria - Foo Fighters





#09 - This Is Why We Fight - The Decemberists





#10 - Benediction - Thurston Moore

Melhores de 2011 - Discos Internacionais

 #01 - Collapse Into Now - R.E.M.






















Top 3


ÜBerlin
Oh My Heart
All The Best




#02 - The King Is Dead - The Decemberists






















Top 3


This Is Why We Fight
Down By The Water
Rise To Me




#03 - What Did You Expect From The Vaccines - The Vaccines






















Top 3


All In White
If You Wanna
Post Break Up Sex




#04 - Suck It And See - Arctic Monkeys






















Top 3


Brick By Brick
The Hellcat Spangled Shalala
She's Thunderstorms




#05 - Smoke Ring For My Halo - Kurt Vile






















Top 3


Baby's Arms
Jesus Fever
On Tour




#06 - Yuck - Yuck






















Top 3


Get Away
The Wall
Shook Down




#07 - Wasting Light - Foo Fighters






















Top 3


Arlandria
Bridge Burning
Dear Rosemary




#08 - Noel Gallagher's High Flying Birds - Noel Gallagher






















Top 3


If I Had I Gun...
The Death Of You And Me
AKA... Broken Arrow




#09 - The King Of Limbs - Radiohead






















Top 3


Lotus Flower
Codex
Morning Mr. Magpie




#10 - A Different Kind Of Fix






















Top 3


Lights Out Words Gone
Shuffle
Your Eyes

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Destaques Internacionais do primeiro semestre de 2011


Texto originalmente publicado no Portal Iradio


Continuando a proposta da coluna anterior, a lista agora é de lançamentos internacionais do primeiro semestre. Na verdade a lista avança um pouco já na segunda metade do ano, alguém se importa?

Vamos à lista:


Collapse Into Now – R.E.M.: Talvez o melhor disco da banda desde “New Adventures in Hi-Fi” (1996), não que nesse tempo o R.E.M. não tenha lançado grandes trabalhos, mas aqui a qualidade aumentou bastante. Equilibra o punch do disco anterior (“Accelerate” de 2008) com baladas inspiradas. O álbum conta com participações de Eddie Vedder, Peaches e Patti Smith.

Baixe aqui

Ouça: ÜBerlin







Hard Times And Nursery Rhymes - Social Distortion: Desde 2004 sem lançar discos, o Social D. volta escancarando a influência do Rolling Stones, que até então era mais contida. Como um todo, o disco tem a mesma pegada do álbum anterior, “Sex, Love And Rock’n Roll”, mas com a adição de sensacionais backing vocals femininos em algumas músicas e os já citados ecos “stonianos”.

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Ouça: California (Hustle And Flow)







Thank You Happy Birthday - Cage The Elephant: Apenas agora, com o segundo disco, que essa banda de nome curioso passou a ser mais notada. Pense em um Nirvana de bermudas tocando Pixies com refrões emprestados do britpop. O resultado é vibrante. Resgata a aura grunge dos anos 90, mas não deixa de olhar pra frente.

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Ouça: Shake Me Down






The King Is Dead - The Decemberists: É algo como um disco inspirado do R.E.M com um acento country/folk. Nada de muito novo, o som remete bastante ao próprio R.E.M., mas com a qualidade das melodias e das canções em si não há como deixar esse disco fora de listas de melhores do ano.


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Ouça: This Is Why We Fight







The King Of Limbs – Radiohead: O disco foi bastante criticado por, realmente, ser um trabalho menor do Radiohead, mas ainda assim pérolas são achadas facilmente nesse complexo disco. Thom Yorke mesmo quando erra, acerta.


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Ouça: Lotus Flower







Wasting Light - Foo Fighters: É o disco que o Foo Fighters estava devendo há muito tempo. Pesado, mas com refrões grudentos. A produção de Butch Vig, responsável pelo clássico do Nirvana, “Nevermind”, parece ter pesado nos planos de Dave Grohl, que recrutou novamente Pat Smear, agora para ocupar a terceira guitarra na banda. E o interessante é que nenhuma guitarra sobra, as três são perceptíveis e ocupam seu devido espaço nas músicas.


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Ouça: Arlandria







What Did You Expect From the Vaccines - The Vaccines: Tido inicialmente como o novo Strokes, o Vaccines causou bastante alarde quando lançou seu primeiro disco, no início do ano, agora parecem ter dado uma esfriada em repercussão, apesar de estarem tocando em grandes festivais e colecionando elogios por essas apresentações. A banda funciona como um cruzamento entre Ramones, Joy Division e Jesus & Mary Chain. Pode não salvar o rock, mas garante momentos de pura diversão.


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Ouça: All In White







Yuck – Yuck: Filhos de Sonic Youth, Dinossaur Jr. e outras bandas dessa geração, o Yuck não traz nada efetivamente novo, mas as guitarras barulhentas e as boas melodias funcionam muito bem.


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Ouça: Get Away






Segue uma pequena lista com mais discos internacionais já lançados esse ano:

21 - Adele
Angles - The Strokes
Anna Calvi - Anna Calvi
Arabia Mountain – Black Lips
Belong - The Pains Of Being Pure At Heart
Big Roar - The Joy Formidable
Blood Pressures - The Kills
Born This Way – Lady Gaga
Brilliant! Tragic! – Art Brut
Cape Dory - Tennis
Circuital - My Morning Jacket
Codes and Keys - Death Cab for Cutie
Colour Of The Trap - Miles Kane
Content - Gang of Four
Demolished Thoughts - Thurston Moore
Demons - Cowboy Junkies
Different Gear, Still Speeding – Beady Eye
Dynamite Steps - Twilight Singers
Father, Son, Holy Ghost - Girls
Femme Fatale - Britney Spears
Gimme Some - Peter, Bjorn and John
Give The Drummer Some - Travis Barker
Goblin - Tyler The Creator
Hardcore Will Never Die, But You Will - Mogwai
Helplessness Blues - Fleet Foxes
Hot Sauce Committee Part Two – Beastie Boys
I'm With You - Red Hot Chili Peppers
James Blake - James Blake
Jeff Bridges - Jeff Bridges
Kaputt - Destroyer
Killer Sounds - Hard-Fi
Let England Shake - PJ Harvey
Lollipop - Meat Puppets
Make Your Own Danger - Alina Simone
Making Mirrors - Gotye
Mine Is Yours - Cold War Kids
Nine Types Of Light - TV On The Radio
Pala - Friendly Fires
Ritual - White Lies
Rome - Danger Mouse and Daniele Luppi
Several Shades of Why - J. Mascis
Skying - The Horrors
Sondre Lerche - Sondre Lerche
Submarine - Alex Turner
Suck It And See – Arctic Monkeys
Take Care, Take Care, Take Care - Explosions In The Sky
Tao of the Dead - ...And You Will Know Us By The Trail of Dead
The Harrow and The Harvest - Gillian Welch
The Impossible Song and Other Songs - Roddy Woomble
The People's Key - Bright Eyes
The Shepherd's Dog - Iron and Wine
Ukulele Songs - Eddie Vedder
Underneath the Pine - Toro y Moi
Union Town - The Nightwatchman
Valhalla Dancehall - British Sea Power
Vices and Virtues - Panic! at the Disco
Walk The River - Guillemots
Watch The Throne  - Jay Z and Kanye West
Whatever's On Your Mind - Gomez
Who You Are – Jessie J


UPDATE





A Different Kind Of Fix – Bombay Bicycle Club: No meio tempo entre a publicação do texto no Portal Iradio e a postagem aqui, vazou o terceiro disco dos britânicos do Bombay Bicycle Club, atual banda queridinha aqui da casa. Depois de um primeiro disco vigoroso e um segundo bastante sutil, o BBC encontra um meio termo. Ainda há muito o que ouvir, mas logo de cara já dá pra perceber que trata-se de um grande disco.


Baixe aqui

Ouça: Lights Out, Words Gone

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Wasting Light - Foo Fighters



Dave Grohl é constantemente classificado como um dos gênios de sua geração. E não é para menos. Têm no currículo as baquetas do Nirvana, e esteve em ótimos projetos, como Them Crooked Vultures, Probot, tocou (e muito) no melhor disco do Queens Of The Stone Age, entre outros.

Mas a verdade é que, no Foo Fighters, sua principal ocupação, estava devendo um bom disco desde o One By One (2002). In Your Honor (2005) apesar de ter a incrível “Best Of You”, é um disco confuso e bastante irregular. E Echoes, Silence, Patience And Grace (2007) é sem dúvida o ponto mais baixo da discografia do grupo.

No entanto, enfim, Grohl arregaçou as mangas, cercou-se de referências certeiras e nos deu um belo disco, Wasting Light. No album, a banda usa sua melhor arma, canções com peso e vigor, mas totalmente palatáveis e com refrões descaradamente pop e assobiáveis.

É nítida a influência de trabalhos anteriores de Grohl, como QOTSA, Them Crooked Vultures e do próprio Nirvana. O revival grunge é acentuado pela produção de Butch Vig, responsável pelo lendário Nevermind, participação de Krist Novoselic em uma faixa (“I Should Have Known”) e a volta de Pat Smear à banda. Sim, agora são três guitarras.

Não há nada de realmente novo no disco, o que hoje em dia pode ser um problema. Por outro lado, a banda se alinha (mesmo que inconsciente) a uma espécie de retomada do grunge, que compreende a volta de nomes como Alice In Chains, Soundgarden e Stone Temple Pilots, e ainda uma nova geração que bebe nessa mesma fonte (Cage The Elephant, Yuck, Dinosaur Pile-Up).

Wasting Light já é o sétimo disco de inéditas do Foo Fighters, ou seja, a banda não é mais nenhuma promessa. Com isso, se continuar lançando discos como esse, mesmo que sem “olhar pra frente”, ninguém deve reclamar, vide ACDC, Motorhead e outros... a música continua.