#01 - Lights Out, Words Gone - Bombay Bicycle Club
#02 - Somebody That I Used To Know - Gotye feat. Kimbra
#03 - Lonely Boy - The Black Keys
#04 - Brick By Brick - Arctic Monkeys
#05 - Get Away - Yuck
#06 - ÜBerlin - R.E.M.
#07 - Pumped Up Kicks - Foster The People
#08 - Arlandria - Foo Fighters
#09 - This Is Why We Fight - The Decemberists
#10 - Benediction - Thurston Moore
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Melhores de 2011 - Músicas Nacionais
#01 - Corpo Fechado - Pública
#02 - Silêncio - Los Porongas
#03 - Quando O Mar Não Vem - Quarto Negro
#04 - Num É Só Ver - Emicida e Rael Da Rima
#05 - Micropontes - Lê Almeida
#06 - Com A Ponta Dos Dedos - Wado (part. de Marcelo Camelo e Mallu Magalhães)
#07 - Um Passo Por Vez - Jair Naves
#08 - Se Tiver Que Ser Na Bala, Vai - Vanguart
#09 - A Maré Nenhuma - Nuda
#10 - Tempo De Pipa - Cícero
#02 - Silêncio - Los Porongas
#03 - Quando O Mar Não Vem - Quarto Negro
#04 - Num É Só Ver - Emicida e Rael Da Rima
#05 - Micropontes - Lê Almeida
#06 - Com A Ponta Dos Dedos - Wado (part. de Marcelo Camelo e Mallu Magalhães)
#07 - Um Passo Por Vez - Jair Naves
#08 - Se Tiver Que Ser Na Bala, Vai - Vanguart
#09 - A Maré Nenhuma - Nuda
#10 - Tempo De Pipa - Cícero
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Melhores de 2011 - Discos Internacionais
#01 - Collapse Into Now - R.E.M.
Top 3
ÜBerlin
Oh My Heart
All The Best
#02 - The King Is Dead - The Decemberists
Top 3
This Is Why We Fight
Down By The Water
Rise To Me
#03 - What Did You Expect From The Vaccines - The Vaccines
Top 3
All In White
If You Wanna
Post Break Up Sex
#04 - Suck It And See - Arctic Monkeys
Top 3
Brick By Brick
The Hellcat Spangled Shalala
She's Thunderstorms
#05 - Smoke Ring For My Halo - Kurt Vile
Top 3
Baby's Arms
Jesus Fever
On Tour
#06 - Yuck - Yuck
Top 3
Get Away
The Wall
Shook Down
#07 - Wasting Light - Foo Fighters
Top 3
Arlandria
Bridge Burning
Dear Rosemary
#08 - Noel Gallagher's High Flying Birds - Noel Gallagher
Top 3
If I Had I Gun...
The Death Of You And Me
AKA... Broken Arrow
#09 - The King Of Limbs - Radiohead
Top 3
Lotus Flower
Codex
Morning Mr. Magpie
#10 - A Different Kind Of Fix
Top 3
Lights Out Words Gone
Shuffle
Your Eyes
Top 3
ÜBerlin
Oh My Heart
All The Best
#02 - The King Is Dead - The Decemberists
Top 3
This Is Why We Fight
Down By The Water
Rise To Me
#03 - What Did You Expect From The Vaccines - The Vaccines
Top 3
All In White
If You Wanna
Post Break Up Sex
#04 - Suck It And See - Arctic Monkeys
Top 3
Brick By Brick
The Hellcat Spangled Shalala
She's Thunderstorms
#05 - Smoke Ring For My Halo - Kurt Vile
Top 3
Baby's Arms
Jesus Fever
On Tour
#06 - Yuck - Yuck
Top 3
Get Away
The Wall
Shook Down
#07 - Wasting Light - Foo Fighters
Top 3
Arlandria
Bridge Burning
Dear Rosemary
#08 - Noel Gallagher's High Flying Birds - Noel Gallagher
Top 3
If I Had I Gun...
The Death Of You And Me
AKA... Broken Arrow
#09 - The King Of Limbs - Radiohead
Top 3
Lotus Flower
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#10 - A Different Kind Of Fix
Top 3
Lights Out Words Gone
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Melhores de 2011 - Discos Nacionais
No início da semana, o Scream & Yell divulgou a lista (diga-se de passagem, a mais completa e interessante do Brasil) com a votação dos melhores de 2011. Participei pela segunda vez. Os votantes indicaram 5 nomes em cada categoria, mas aqui no blog me estendo um pouco e coloco meu ranking completo, com 10 discos nacionais, 10 internacionais, 10 músicas nacionais e 10 internacionais. Começamos com os discos nacionais, clique no nome do álbum para fazer o download ou ouvir online.
Top 3
Silêncio
A Verdade
Mais Difícil
Top 3
Quando O Mar Não Vem
Vesânia II (Delírio Mútuo)
Do Medo Ao Medo
Top 3
Frágil
Tão Alto E Fora Do Lugar
Domingo E As Plantas
Top 3
Rumo De Tudo
Forasteiros
Medo De Dar Certo
#05 - Canções De Apartamento - Cícero
Top 3
Tempos De Pipa
João E O Pé De Feijão
Açúcar Ou Adoçante?
Tempos De Pipa
João E O Pé De Feijão
Açúcar Ou Adoçante?
#06 - Doozicabraba E A Revolução Silenciosa - Emicida
Top 3
Num É Só Ver
Cacariacô
Licença Aqui
#07 - De Verdade - Nevilton
Top 3
Pressuposto
Tempos De Maracujá
Delicadeza
#07 - Nó Na Orelha - Criolo
Top 3
Não Existe Amor Em SP
Grajauex
Bogotá
#09 - Boa Parte De Mim Vai Embora - Vanguart
Top 3
Se Tiver Que Ser Na Bala, Vai
Das Lágrimas
Depressa
#10 - Peixe Homem - Madame Saatan
Top 3
Respira
Fúria
Até O Fim
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sábado, 31 de dezembro de 2011
Retrospectiva 2011 da Folha da Região - Música
Fui convidado pelo camarada Márcio Bracioli para comentar algumas coisas que marcaram o mundo da música em 2011. Obviamente faltou falar de muita coisa (mercado independente em geral, o caso Fora do Eixo...) e outras acabaram ficando de fora na edição final (Amy Winehouse, boom do rap nacional...), mas o bate papo com o próprio Márcio, Natalí Garcelan e Luiz Fernando foi bacana. Valeu Marcião!
sábado, 26 de novembro de 2011
A Banda Mais Bonita Da Cidade?
Se 6 meses atrás você esteve por um momento conectado a internet você sabe do que se trata A Banda Mais Bonita Da Cidade e o clipe de “Oração”. O vídeo, que nesse exato momento ultrapassa 8 milhões e 300 mil acessos, tornou em pouquíssimo tempo uma banda praticamente desconhecida em fenômeno da web. Mês passado, com a poeira devidamente baixada, o grupo curitibano lançou seu primeiro disco.
Demorei para ouvir. O impacto, em mim negativo, de “Oração”, me fez postergar a audição do trabalho. Como disse, o webhit não me agradou. Apesar do clipe ser muito bonito e bem produzido (meio chupado do Beirut, mas ok) a música é repetitiva a ponto de torrar a paciência e excessivamente “fofinha”, com toda aquela atmosfera neohippie, ou hipster, cheirando a leite com pêra.
No entanto, adoro ser surpreendido (quem não?), e fui com boa vontade (juro) ouvir o disco. “Mercadorama” abre o disco com um experimentalismo um pouco carregado, remetendo aos primeiros discos do Pato Fu. Já de cara podemos perceber que a produção é cuidadosa, tudo no seu devido lugar, o que nem sempre é bom.
“Aos Garotos De Aluguel”, do Poléxia, surge em boa versão, inferior a original, mas interessante. Por outro lado, vai ficando a impressão que muitos recursos são utilizados a todo momento: crescendos, instrumentos sumindo e voltando, mudanças de andamento... chega a parecer que é uma questão de auto-afirmação, como se fosse uma alternativa para “compensar” a fofura.
Contrariando a impressão anterior, “Boa Pessoa” é uma balada muito bonita levada no violão. Simples e com uma bela melodia. “A Balada Da Bailarina Torta” e “Oxigênio” são milimetricamente dissonantes e... tortas. A primeira flui bem, já a segunda pesa mais uma vez no excesso de informação.
“Ótima” é lenta e atormentada. Remete à métrica de músicas do Radiohead, como “Exit Music (For A Film)”. A lembrança da banda de Thom Yorke não é em vão, já que “Canção Pra Não Voltar” tem a introdução de “Let Down” dos ingleses. Não, não apenas parece, é exatamente o mesmo início da música do Radiohead. Aliás, o dedilhado é melhor que todo o resto da música dos curitibanos.
“Solitária” e “Nunca” são mais duas músicas arrastadas. Não empolgam. “Se eu Corro” é mais um exemplo de simplicidade que funciona. Boa parte da música é só com um violão, no final uma explosão para então encerrar, novamente, só com o violão.
A já citada, “Oração”, aparece com algumas mudanças, já que a versão que tornou a banda conhecida havia sido feita para o clipe, sonorizada durante a gravação. Sem o impacto visual a música perde um pouco de força, mas é interessante como ela soa bem melhor que antes quando comparada, em sua simplicidade, com algumas firulas presentes em outras canções do disco.
“Cantiga De Dar Tchau” encerra o disco. Com metade da música cantada sem acompanhamento, a bela voz de Uyara Torrente se destaca, mas a música é curta, realmente para dar tchau.
No final, fica a impressão que A Banda Mais Bonita Da Cidade é um cruzamento, não tão bem sucedido, entre o experimentalismo agridoce do Pato Fu e a quarta-feira de cinzas que nunca termina do Los Hermanos. Tudo isso turbinado por uma melancolia torta muitas vezes descabida, quando no final das contas poderia ser simplesmente um disco bonito e sem vergonha de ser pop.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Pearl Jam ao vivo no Morumbi, São Paulo, 04/11/2011
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| foto: Karen Loria |
Em dado momento do show do Pearl Jam na sexta-feira (04/11), em São Paulo, Eddie Vedder anuncia “I Gonna See My Friend”, música em que o vocalista berra a ponto de explodir. No meio da execução, em um verso de vocal intenso, Vedder desce uma oitava, cantando em tom grave. Os mais exigentes pensam de imediato: “Ele não é mais o mesmo”. No entanto, como que respondendo as dúvidas, o último refrão vem arrasador, com a voz dilacerando os ouvidos mais sensíveis. Pronto, as coisas estavam no lugar novamente, como de costume na carreira do Pearl Jam. Quando parece que tudo vai ruir, a banda surpreende e as coisas se encaminham mais uma vez.
Voltando no tempo, nos anos 90, quando o grunge se tornou um nicho de mercado, o Pearl Jam recusou “tomar o lugar” do Nirvana, após a morte de Kurt Cobain, entrando em reclusão comercial (nada de clipes e ações de marketing mirabolantes). Comprou briga com a empresa de distribuição de ingressos Ticketmaster, com quem não trabalhou de 1994 a 1998, dificultando significativamente as turnês. Quando percebeu a pirataria e o interesse dos fãs por bootlegs, o Pearl Jam teve a inusitada atitude de lançar 72 discos ao vivo entre 2000 e 2001.
Após o fundamental “Ten” (1991), “Vs.” (1993), que consolidou a sonoridade do grupo, “Vitalogy” (1994), “No Code” (1996) e “Yield” (1998), a banda entrou naquele período ingrato em que vê a necessidade de soar diferente, de “amadurecer”. Dessa fase vieram “Binaural” (2000) e “Riot Act” (2002), felizmente mais sombrios do que caretas. Em 2006, no entanto, quando era aguardado mais um álbum reflexivo, o Pearl Jam aparece com um disco homônimo, barulhento, vigoroso e remetendo ao início da carreira. O que se confirmou, e com ainda mais força, em 2009, com o ótimo “Backspacer”.
Cortando de volta ao show de São Paulo, antes da citada “Gonna See My Friend“, já haviam sido executadas sete músicas. O começo arrasa quarteirão foi com “Go”, que só havia sido tocada duas vezes na turnê atual, seguida de “Do The Evolution”, “Severed Hand”, “Hail Hail” e “Got Some”. Quando o show parecia um trem descarrilhado, surge uma bela pausa para respirar com “Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town” e “Given To Fly”.
O show continua então com uma sequência que gradativamente vai trazendo o peso de volta: uma bela versão de “Wishlist”, com direito a um coro do público arrepiante no final, “Among The Waves”, “Setting Forth”, da carreira solo de Vedder, “Not For You” e, enfim, “Even Flow”. Com os ânimos exaltados, mais uma vez a banda dá meia volta e saca a balada “Unthought Known”, seguida das pedradas “The Fixer” e “Once”, e o fim do set normal foi com “Black”, que merece um capítulo a parte nessa história toda.
“Black” é a balada mais emblemática da carreira do Pearl Jam. Tocada, ainda hoje em dia, até pela banda do seu vizinho que tem como maior mérito se apresentar em festa de aniversário de amigos. É a música que aquela amiga, que não se importa muito, acha bonita (além de “Last Kiss”) e por isso diz que ama Pearl Jam, compra camiseta e tudo. “Se não tocarem nem vai fazer falta”, diz o fã orgulhoso de conhecer todos os b-sides possíveis da banda. No entanto, quando a execução de “Black” ia chegando ao fim, faltava camisa xadrez de flanela para enxugar as lágrimas dos grunge boys que cantarolavam o “tchururu” final como se não houvesse amanhã.
O Pearl Jam é uma banda que, mesmo com todo esforço em não se expor demasiadamente, alcançou um status curioso. Ao mesmo tempo em que é respeitada e idolatrada pelos órfãos do grunge, pode ser alinhada a bandas clássicas do rock mundial e ainda contar com grande apelo popular, a ponto de levar ao Estádio do Morumbi grande número de fãs de ocasião, que aguardaram a noite toda por “Black”, “Last Kiss” e se frustraram por não ouvir “Soldier Of Love”.
No primeiro bis, “Just Breath” e “Inside Job” introduzem calmamente a sequência encabeçada por “State Of Love And Trust”, a nova “Olé”, “Why Go” e “Jeremy”, que foi comemorada como um gol em final de campeonato, já que não havia sido tocada no show da noite anterior. O segundo bis começa, para a alegria de muitos, com a famigerada “Last Kiss”, em seguida uma versão longa e bonita de “Better Man”. “Spin The Black Circle” surge para colocar fogo no show novamente abrindo caminho para a clássica e sempre eficiente “Alive”, um cover tradicional do The Who, “Baba O’Riley” e o final redentor com “Yellow Ledbetter”, com os refletores do estádio acessos e o público em clima de celebração em família.
O Pearl Jam é uma daquelas bandas que gostam de desafiar a audiência. Quando pensam que o grupo vai dando sinais de fraqueza, lá está ele novamente surpreendendo. Que banda hoje em dia em cinco shows (a passagem pelo Brasil) toca 67 músicas diferentes? O tesão em tocar é nítido e talvez seja o ponto fundamental que garante a longevidade e o respeito que o grupo tem em diferentes nichos.
Kurt Cobain, contemporâneo de Eddie Vedder, viu na fama um monstro assustador e fez “Smells Like Teen Spirit”, o que só piorou as coisas. Vedder também sentia um desconforto e, ao invés de escrever sobre isso, escolheu a reclusão comercial, que de certa forma também não surtiu efeito. Não há como julgar essas escolhas como certas ou erradas. O que resta é que, felizmente, Eddie Vedder não seguiu o mesmo caminho do líder do Nirvana e pôde chegar aos 20 anos de Pearl Jam e continuar nos oferecendo momentos especiais… como este segundo show no Morumbi.
Leia no Scream & Yell sobre os outros shows do Pearl Jam no Brasil
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