segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Lista - Melhores Álbuns de 2007 (Internacional)

Listas. Tão inúteis quanto essenciais. Desde as mais comuns como “os melhores do ano”, até exemplos mais específicos como “as melhores músicas com nome de mulher”, e por aí vai. Todas, entretanto, têm sua importância, mesmo que perdida na falta do que fazer de quem a escreve.

Nada melhor então, para o mês de janeiro e pra inaugurar o blog, que minha lista dos 5 melhores álbuns de 2007, primeiro os internacionais, e logo logo os nacionais, com direito a indicações de músicas e outras coisas mais.


Disco Internacional:

1# Arcade Fire – Neon Bible
Para quem defendeu como debut o ótimo Funeral (2004), a missão de produzir o segundo álbum se torna ainda mais ingrata. Os canadenses do Arcade Fire, no entanto, surpreenderam com uma preciosidade obscura chamada Neon Bible. A temática “religiosa” vem forte imersa nas atmosferas sombrias criadas pela banda extremamente competente com sua parafernalha de instrumentos. Um álbum em que a densidade das músicas causa um estranhamento divertido, não sabemos se choramos ou dançamos.


TOP 3: “Keep the Car Running” - (3'29")
“Intervention” - (4'19")
“No Cars Go” - (5'43")

2# Radiohead - In Rainbows

Mais uma vez o Radiohead... 5 anos de espera desde Hail to the Thief (2003) serviram para fazer brotar várias idéias na mente insana de Thom Yorke e seus comparsas. Tanta espera se rompeu de forma bombástica, com a venda do álbum (mp3) via internet dando ao comprador a opção de escolher o preço do produto, estratégia nunca vista antes.
Falar de toda importância disso para o mercado fonográfico e para os próprios artistas a essa altura é chover no molhado, então passemos ao trabalho em si, pois toda a “ideologia” desse lançamento poderia acabar jogando contra também, “ta, mas e a música?” e é justamente aí que o álbum ganha ainda mais força. Pois além de todo o “conceito”, musicalmente o disco é fantástico. Nenhuma guinada radical na carreira, é aquele rock-eletrônico-psicótico-marciano dos trabalhos anteriores, mas aqui ele ganha ainda mais solidez. As músicas tem como principal característica o crescimento, em dois sentidos, primeiro individualmente, cada faixa apresenta de sua forma um crescimento contagiante e explosivo, assim como o álbum de modo geral, a cada audição o interesse aumenta.


TOP 3: "Jigsaw Falling into Place" - (4'09")
"Bodysnatchers" - (4'02")
"Videotape" - (4'39")

3# Wilco – Sky Blue Sky

Depois de ótimos trabalhos que tornaram o Wilco uma das bandas mais regulares (no bom sentido, é claro) de nossa história recente da música pop, é desnecessário falar das ótimas referências do grupo, o que pode se dizer é que Sky Blue Sky é um álbum centrado, com direito a várias viagens, mas ainda assim centrado, ao mesmo tempo que é o alt. country de A.M. (1995) é o experimentalismo de Yankee Hotel Foxtrot (2002), dito isso, o que sobra são belos climas e lindas canções.

TOP 3: “Impossible Germany” - (5'56")
“Either Way” - (3'00")
“On and on and on” - (4'00")

4# Klaxons - Myths of Near Future

O lançamento desse álbum foi um pouco frustrante para alguns que já tinham pirado com as primeiras músicas “racha-assoalho” que já rolavam no My space, em que o rótulo New Rave carregava o Hype da banda. Em Myths of Near Future as coisas tomam seu lugar. Não pense que é algo revolucionário, podemos encontrar de Stone Roses a Prodigy no som do Klaxons. As 11 canções transpiram ecstasy, desde as mais pulsantes até as mais clmáticas. No final das contas é um amontoado de ótimas canções pop, não vão mudar sua vida, mas vão te divertir, e muito.

TOP 3: “Atlantis to Interzone” - (3'18")
“Gravity’s Rainbow” - (2'37")
“Magick” - (3'30")

5# Björk - Volta


É raro encontrar alguém que goste “mais ou menos” da Björk, normalmente o que se vê são os extremos, ame ou odeie. Em Volta a islandesa aparece com algumas músicas produzidas pelo mão de ouro Timbaland, mas não pense que vai encontrar uma Björk “cachorrona”, as contribuições do produtor aparecem de forma bastante tribal, gerando cadências interessantes e inéditas na carreira da cantora. Do mais, a voz é sempre um grande destaque, e isso ainda é ressaltado nos duetos com Antony Hegarty (Antony & the Johnsons), duas das vozes mais singulares da música pop atual.

TOP 3: “Earth Intruders” - (4'39")
“Declare Independence” - (4'40")
“Dull Flame of Desire” - (7'30")

3 comentários:

Luísa disse...

Que bacana, Du!!!!
Boa sorte com o novo blog!!! Vou acompanhar e tentar entender mais sobre música. Melhor do que ficar fazendo as pessoas acertarem o que eu quero dizer..."aquela música ta nan nan...", "aquele cantor com o cabelo assim"...rsrsrs...Beijos, Du... Até mais

Clemerson disse...

Eita que chato!!!!
Pensei que seria o primeiro a postar um comentário aqui.. mas já vi que tem gente mais rápida né :P

Ei Dú... dizer que suas análises são ótimas é chover no molhado né?
Agora chega de passar a mão na cabeça né? Jornalista formado... já dá um banho em muitos por aí... mas a pergunta que fica agora é?
Quando o senhor trará uma entrevista exclusiva aqui com a Bjork hein? Hehehehe
abração meo fio!!!
Meu orgulho!!!!

diego disse...

Blog novo, bacana isso.

Melhores álbuns? Como não ouvi muitos, voto no do Springsteen (Magic) e no da PJ Harvey (White Chalk).