sexta-feira, 13 de maio de 2011

Virada Cultural 2011 em Araçatuba. Minha programação

Nesse final de semana, 14 e 15 de maio, acontece a Virada Cultural Paulista 2011. Pra quem não sabe, a virada é... ah, você sabe, né?! Pois bem, todo ano traço meu roteiro do que vou (ao menos tentar) acompanhar aqui em Araçatuba. Segue abaixo a lista.



She's Lost Control – Cia. Vitrola Quântica

Horário: 20h30
Local: Teatro Municipal Paulo Alcides Jorge




“Inspirado na canção homônima da banda inglesa de pós-punk Joy Division, o espetáculo une elementos da literatura, psicanálise, música e artes plásticas para criar uma experiência diferente nos limites entre o controle e o descontrole, um jogo de tensões de corpos que se organizam e desorganizam, numa festa que nunca termina.”

Nunca gostei muito de espetáculos que envolvam dança, mas quando o tema em questão é a clássica She’s Lost Control, do Joy Division, a coisa muda um pouco de figura. Há grandes chances de não gostar, mas vale a tentativa.








Swing Snake Blues

Horário: 21h
Local: Praça Getúlio Vargas



“Original de Araçatuba, a banda de blues e southern rock incorpora em seu repertório composições de Eric Clapton, B.B.King, The Allman Brothers e outros grandes nomes. Com Lucas "Tchê" Gagliardi na voz, Fernando Antones e Iran Marcius nas guitarras, Raphael Martini no baixo e Leandro Jordison na bateria, a Swing Snake Blues revisita os clássicos desses estilos somando sua energia e tempero.”

Banda local que ainda não consegui pegar nenhum show. Tenho ouvido muitos elogios a respeito dos caras. Tudo bem que em um evento como esse o que eu queria mesmo ver é repertório autoral (não tenho certeza se o SWB tem ou toca sons próprios em shows), mas o som deles parece bom. Se bem que só verei na íntegra se realmente o She’s Lost Control não bater, do contrário pego na metade. Veremos.



Canastra

Horário: 22h30
Local: Praça Getúlio Vargas


“O grupo carioca apresenta ao vivo o repertório do CD "Chega de Falsas Promessas", que traz uma sonoridade tão diversa e inusitada que é capaz de agradar a todas as tribos, ou mesmo a quem não pertence a nenhuma delas. Canções que, de um jeito ou de outro (seja por forma ou conteúdo), têm tudo a ver com todo mundo. Porque, no fundo, todo mundo gosta mesmo é de boa música.”

Apesar dessa descrição babaca acima, o Canastra é uma banda bem bacana. Rodrigo Barba, (ex?) baterista do Los Hermanos comanda as baquetas do grupo. O som tem a ver com o Acabou La Tequila, antiga banda do vocalista e um dos nomes da maior influência no primeiro disco do próprio Los Hermanos, lembrando que Anna Júlia e Primavera eram exceções no álbum. Baseado nas músicas dos dois disco do Canastra “Traz a pessoa Amanda em 3 dias” (2004) e “Chega de falsas promessas” (2007), o show promete ser no mínimo divertido. E como o trabalho mais recente já tem 4 anos, fica a expectativa para que rolem músicas novas no show.






Zeca Baleiro

Horário: 0h
Local: Praça Getúlio Vargas


“O artista faz uma retrospectiva de sua carreira, em um show que reúne sucessos em versões contagiantes. O repertório traz criativas releituras de canções já consagradas como: Salão de Beleza, Telegrama, Você Não Liga Pra Mim, entre outras. Acompanhado de Tuco Marcondes (guitarras, violões e vocais), Fernando Nunes (baixo), Pedro Cunha (teclados e acordeom) e Kuki Stolarski (bateria e percussão).”

Provavelmente é a atração mais aguardada da Virada (ele e a Fafá de Belém). Confesso que não sou grande entusiasta do Zeca Baleiro, lembro de uma ou outra música que acho realmente boa, mas já ouvi falar muito bem de shows dele.








Obs1: 0h30, no teatro da UNIP, tem show de um cover do Queen chamado Bohemian Queen, mas vai ficar pra próxima.

Obs2: 2h30 tem um stand-up comedy do Renato Tortorelli no teatro da UNIP. Vi algumas coisas dele no youtube e achei absolutamente sem graça. Então, só vou se for embalado no fluxo.


Tulipa Ruiz

Horário: 15h
Local: Teatro da UNIP


“Sucesso de público e crítica, o disco de estreia de Tulipa foi considerado um dos melhores do ano pela revista Rolling Stone e um dos melhores da década pela Folha de S. Paulo. O repertório do show é formado pelas canções da cantora e a banda que a acompanha traz importantes instrumentistas da MPB, como Duani Martins, Marcio Arantes, Gustavo Ruiz e Luiz Chagas.”

Conforme postei aqui, Tulipa Ruiz é a responsável pelo melhor disco nacional de 2010, “Efêmera”, o show dela é a atração que aguardo mais ansiosamente na Virada. Pude vê-la de perto no Planeta Terra Festival, ano passado, mas o show não era dela, era do coletivo Novos Paulistas, do qual ela faz parte e protagonizou os melhores momentos da apresentação. Fico um pouco receoso de shows em um teatro grande como o da UNIP, o público tende a ficar mais retraído, o que, de certa forma, contribui com um caráter mais contemplativo, mas coloca em risco momentos mais “pra cima” do repertório. A pouca projeção comercial (especialmente no interior) de Tulipa e o horário do show podem fazer com o público não seja muito numeroso, o que seria uma pena enorme. A única coisa que digo é que, quem perder esse show vai deixar de ver em plena ascensão um dos talentos mais promissores da música brasileira atual, e isso não é pouco.









Obs3: Até faria um esforço para ver o show da Fafá de Belém, 17h na praça, mas tenho um compromisso com a TV: jogo do timão. #VaiCorinthians.

Obs4: Na próxima semana posto aqui minhas impressões gerais sobre a virada.

Um comentário:

Diuân Feltrin disse...

Zeca Baleiro foi bom demais! Expectativas superadas!